É um sopro ansioso que se liberta, ao ver que o que foi um tudo agora não passa de um nada.
Já nem o antes , permanece para um depois , no céu só vemos as estrelas que apesar de as deixar-mos de observar permanecem lá e nós permanecemos junto a elas , mas agora já não se corre à velocidade da luz ,na noite. Tudo se tornou mais pesado , as palavras tornaram-se mais pesadas , os sorrisos mais forçados , os abraços inexistentes e cada gesto já só se torna em mais uma estaca para aquilo que nesta história mais tentamos proteger.
O sono não existe , os sonhos já não se tornam mais em desejos , são fracas ilusões , mais uma mágoa e mais um passo para trás .
E a cada recuo, passamos pelas portas que antes abertas agora se fecharam e impedem de respirar, sufocam , e é um sopro ansioso que se liberta, quando já nem o coração tem esperança , e as lágrimas queimam a pele.
terça-feira, 15 de junho de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
Desconsolo.
Por vezes tomamos as coisas como garantidas, ou pelo menos julgamos que existe uma garantia perante o que já conhecemos . E depois de um momento para o outro, ainda que por breves minutos vemos que era apenas uma cápsula que nos protegia de uma nuvem que não tardava a assombrar-nos, esta já não fica por breves momentos, escureceu o céu , cobre as estrelas , chora o mundo.
Antes as palavras pediam paciência , calma , tolerância e como quociente obtivéramos sempre o consolo que a alma desejava.
Agora o corpo anseia por palavras que soltem a raiva, mas o mundo está surdo , o nosso grito é mudo no meio de toda uma multidão , nem as lágrimas querem fazer-se ver . O vento continua a esbater contra a cara , mas agora todas as barreiras protectoras sumiram .
Foi um golpe demasiado baixo !
Antes as palavras pediam paciência , calma , tolerância e como quociente obtivéramos sempre o consolo que a alma desejava.
Agora o corpo anseia por palavras que soltem a raiva, mas o mundo está surdo , o nosso grito é mudo no meio de toda uma multidão , nem as lágrimas querem fazer-se ver . O vento continua a esbater contra a cara , mas agora todas as barreiras protectoras sumiram .
Foi um golpe demasiado baixo !
quinta-feira, 6 de maio de 2010
(Im)perfeição
Não, nem sempre fui assim , perfeccionista , a verdade é que se tornou difícil recordar essa inocente infância que deixei , aquela em que pintava os desenhos borrados , escrevia em folhas rasgadas mais que uma vez , sem que isso se torna-se num motivo para lacrimejar sem que sequer eu percebesse bem porque o fazia.
Deixei de fazer tudo por todos, pronuncie aquelas palavras em que não se agradece com um sorriso mas com um brilho no olhar , não lembro os desenhos que vejo com lágrimas , lembro-os apenas com os meus olhos a brilhar quando escrevinhava pelas folhas do caderno branco e que bem que me sentia, quando a paisagem que pintava era aquela que vivia, não desejava nada apenas libertava pequenas gotas de inocência de sonhos em esboços e ainda sem que me apercebesse escrevia palavras mais sábias do que as que escrevo agora, agora que contrariei sentidos para viver sentimentos , aqueles que levaram o que restava da criança que pintava de carvão , e trouxeram uma nova etapa em que se pede não apenas o brilho no olhar, mas também o sorriso , as palavras, em que se pede o mundo e se quer ainda mais do que se pede .
Crescer? Tropeçar , cair ,levantar, tropeçar , cair , levantar, subir devagarinho sabe tão bem , as quedas são pequenas e estáveis , o vento eleva-nos como plumas e mal se sente os pequenos cortezinhos que vão ficando .
O pior é quando se sobe demasiado alto e o vento fica apenas a empurrar a areia contra a face e a deixar que sejamos nós sozinhos a subir !
Deixei de fazer tudo por todos, pronuncie aquelas palavras em que não se agradece com um sorriso mas com um brilho no olhar , não lembro os desenhos que vejo com lágrimas , lembro-os apenas com os meus olhos a brilhar quando escrevinhava pelas folhas do caderno branco e que bem que me sentia, quando a paisagem que pintava era aquela que vivia, não desejava nada apenas libertava pequenas gotas de inocência de sonhos em esboços e ainda sem que me apercebesse escrevia palavras mais sábias do que as que escrevo agora, agora que contrariei sentidos para viver sentimentos , aqueles que levaram o que restava da criança que pintava de carvão , e trouxeram uma nova etapa em que se pede não apenas o brilho no olhar, mas também o sorriso , as palavras, em que se pede o mundo e se quer ainda mais do que se pede .
Crescer? Tropeçar , cair ,levantar, tropeçar , cair , levantar, subir devagarinho sabe tão bem , as quedas são pequenas e estáveis , o vento eleva-nos como plumas e mal se sente os pequenos cortezinhos que vão ficando .
O pior é quando se sobe demasiado alto e o vento fica apenas a empurrar a areia contra a face e a deixar que sejamos nós sozinhos a subir !
terça-feira, 27 de abril de 2010
Aceitar.
Tento interiorizar em mim , as poucas palavras que ouvi saídas da tua boca , as tão poucas explicações com que julgas-te satisfazer-me as justificações porque ansiava.
Não consigo , não consigo aceitar.
Porque não compreendo o que se passou, não tenho problemas em aceitar a tua decisão , nem tão pouco espero ter-te de novo , nem sei se quero !
Mas cada peçinha que colocamos do puzzle , foi colocada com carinho , com paciência, e por isso acho que devo mante-lo montado com todas as peças , e iniciar um novo .
Preciso apenas de esquecer que um dia fizemos um juntos , juntamos cada peça como se que ela lá estivesse nos concedesse um sorriso.
Mas tu acabas-te o puzzle sozinho, e no que eu tenho continuas a deixar que faltem peças .
E eu fico , e ficam peças em falta no puzzle também!
Não consigo , não consigo aceitar.
Porque não compreendo o que se passou, não tenho problemas em aceitar a tua decisão , nem tão pouco espero ter-te de novo , nem sei se quero !
Mas cada peçinha que colocamos do puzzle , foi colocada com carinho , com paciência, e por isso acho que devo mante-lo montado com todas as peças , e iniciar um novo .
Preciso apenas de esquecer que um dia fizemos um juntos , juntamos cada peça como se que ela lá estivesse nos concedesse um sorriso.
Mas tu acabas-te o puzzle sozinho, e no que eu tenho continuas a deixar que faltem peças .
E eu fico , e ficam peças em falta no puzzle também!
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Abc.
Já não é um simples ABC , em que os sons se pronunciam rapidamente e de forma clara com que me habituaste, já não lês no teu modo nostálgico as letras.
A procura pelas palavras complexas , compõem a inexactidão do que tentamos construir sem bases, sem segurança, sem até pensar em reflectir sobre um futuro.
Tento e espero conseguir fazer-te compreender que não procuro a rotina, gosto de correr riscos, do teu lado o mundo pode girar ao contrário que eu verei a estabilidade a deslizar mesmo por baixo dos nossos pés. Pergunto-me se realmente lá estará? Se alguma vez lá esteve? Se não faz apenas parte de mais um daqueles sonhos, aqueles que vivo acordada e me adormecem às vezes num pesadelo. Esse eu vejo-o real, está tantas vezes ao meu alcance, como eu ao dele.
As feridas abrem-se, profundas e impossíveis de fechar na totalidade , e ai se fazem reflectir as nossas inexactidões e ai te questiono se vale a pena procurar por um profundidade desconhecida?
Se vale a pena colocar em causa tudo o que construímos por uma busca sem fim?
A insuficiência deste novo ser , já não dá validade a nada.
A verdade desvaneceu, como o vento faz desvanecer as folhas nas árvores . Mas estas são fortes...
E nós somos?
Por entre o cimento branco, 22/3/010
A procura pelas palavras complexas , compõem a inexactidão do que tentamos construir sem bases, sem segurança, sem até pensar em reflectir sobre um futuro.
Tento e espero conseguir fazer-te compreender que não procuro a rotina, gosto de correr riscos, do teu lado o mundo pode girar ao contrário que eu verei a estabilidade a deslizar mesmo por baixo dos nossos pés. Pergunto-me se realmente lá estará? Se alguma vez lá esteve? Se não faz apenas parte de mais um daqueles sonhos, aqueles que vivo acordada e me adormecem às vezes num pesadelo. Esse eu vejo-o real, está tantas vezes ao meu alcance, como eu ao dele.
As feridas abrem-se, profundas e impossíveis de fechar na totalidade , e ai se fazem reflectir as nossas inexactidões e ai te questiono se vale a pena procurar por um profundidade desconhecida?
Se vale a pena colocar em causa tudo o que construímos por uma busca sem fim?
A insuficiência deste novo ser , já não dá validade a nada.
A verdade desvaneceu, como o vento faz desvanecer as folhas nas árvores . Mas estas são fortes...
E nós somos?
Por entre o cimento branco, 22/3/010
Subscrever:
Mensagens (Atom)