quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Re(começo).
HAPPY NEW YEAR
Embrião.
Eu tentei acredita que sim mas a confiança superou.te e agora esquece .
Não , não esqueças ... Cresce !
Só peço que esse embrião se torne tão rapidamente quanto possível em algo com que eu possa viver.
Não me acho grande , mas sei que não estás a uma altura suficiente para eu estar ao teu alcance , tão depressa desces , como sobes muitos degraus .
Vou tentar esperar , prometo .
Afinal a semente continua a germinar , não faças arrancar a folha que com tanto esforço já cresceu !
Sabe(s) bem Criança «3
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Depois.
O que antes se podia tornar belo , agora torna-se na dôr , tristeza e depois?
Depois , não sei .
Não , não sei achas-te que sabia , por momentos acreditei que soube , agora espero por um depois , por outra reacção , por outro momento , por outras palavras.
E hoje depois , penso de outra forma , penso que me perdi na insegurança e que agora por isso me perco na dúvida, pensei em mim ?
Sim mas não só , garanto-te !
Estou a arrepender-me mas por quanto tempo ?
E se depois me arrepender ainda mais ,
vou pensar no passo ...
Não sei nada!
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Pomba.
O papel antes escrito com as mais belas palavras dos mais belos momentos , torna-se agora numa estaca cheia de dor , saudade .
Por todas as vezes que não disse : "Obrigada " ;
Por todas as vezes em que não o ouvi.o : " Gosto muito de si ! "
Está uma marca profunda em mim , que nunca ninguém a apagará .
Desculpe a pouco receptiblidade , falta de compreensão , de contacto .
Houve tanto a ficar para trás .
Tanto que podia ter sido feito , dito e não foi , tanto que agora fica dentro de mim a criar culpa , constrangimento.
Não vou dizer um adeus , a minha pomba branca só deu um saltinho para fora da gaiola , voô para tão longe que não a vejo , mas sinto-a tão presente como se voltasse a contemplar.me novamente em meu redor com o seu belo explendor , a sua enorme vontade de voar , tão longe quanto possível .
Pedir que regresse é escusado , ninguém vai responder a este auxilio.
Nada será negro , espero que exista felicidade para onde foste e ficarei cá a tentar orgulha-la.
Um Beijo de eterna saudade,
Rest in Peace Grandmother.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Lágrima.
Cambaleando sobre a pele como se não exisisse um fim, como que se afinal nunca chegasse a ser despertada a cair.
Como se mantivesse sempre pelo olho e não fosse libertando consigo pequenas das pequenas gotas de água doce anteriores , e estas não se apoderassem do rosto.
A autorização para a vermelhão em que a cara fica não existe !
Mas isso também não altera o facto de ela assim estar !
A visão está desfocada e não existe nada que a possa deixar melhor.
Não há volta a dar, a única esperança está na escassez.
Pendulo.
Brilha , com a "luz"o seu material cintila.
É tudo uma miragem.
A pedra é falsa.
Tinta.
Mas pouco é alguma coisa, pouco provoca mudanças , pouco torna o papel antes virgem em usado.
Uma gota de tinta integra sempre no papel.
A fibra está consumida, existem partículas desintegradas...
Moeda.
A verdade é que já não se pode esperar de nada , nada , o mundo está sempre em mutação e nós giramos e mudamos com ele.
As voltas são intermináveis até que o balanço se perca de vez , o impulso seja nulo .
E não exista outra volta a dar !
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Extracto.
Tentarei voltar ao ponto em que não passaria de um extracto na minha memória , um pedaço tão pequeno quanto à força que existe para o reduzir !
Não espero que se apaguer , só peço que não torne a crescer .
Não existe plenitude...
É só.
Mas é apenas mais um produto barato , é só isso um , mais um produto que quando investigado profundamente se descobre que as aparências iludem.
É só isso uma embalagem com um conteúdo vazio.
Não passou de uma falácia !
Encalço.
Começar a cansar o pé que está sempre atrás , estou farta de estar parada , de fazer tudo e não fazer NADA !
Inércia.
Longe vão os tempos em que eras tu a vir agarrar-me para que não fosse eu a fugir , para que me mantivesse perto de ti !
Mas o tempo passa e um dia tornou-se tarde de mais.
A corrida acabou.
Hoje é tarde demais !
22/09/09
Impulso.
Não o faço para te contrariar apenas por que sinto necessidade esse é o refleco do teu impulso em mim.
É esse o único produto desta equação.
Não existem mais hipotesses , o resultado é inalterável .
22/09/09
Biology class
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Book.
Dúvido que desejes uma nova leitura , o final é sempre o mesmo já sei , já li e re-li várias vezes as últimas paginas , as primeiras ficam na memórias mas cada vez que as tento relembrar , voltas a fazer com que salte até às últimas .
Não vou ler outra vez , hoje foi a última.
História.
Apenas linhas certas , com as palavras certas , sem pensamentos incertos onde eu não me possa perder .
Chega de vislumbres , de melodias sem final , pára tudo .
Só a chuva tem direito a falar , não quero ouvir mais nada .
Gosto do chão alagado , existe muita gente a precisar de escorregar , para voltar a erguer-se mas desta vez para um sítio onde não existam poças para tropeçar.
Regresso.
Não esperei nada , deixei que tudo anda-se , sem surpresas ou sobresaltos .
Algo está próximo de mais , outrém afasta-se e outrém aproxima-se , não se quebra a establidade porque não existe atenção , não há desenrolar, está tudo bem assim .
Movimento inesperado, a establidade quebra , mas a força contraditória torna tudo igual , e tudo volta ao (anterior ) normal .
Detesto surpresas .
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Rotina.
Sinto-me tão bem sem ti , sem precisar de te ter , a liberdade sabe tão bem , o pensamento está tão livre , está tudo tão imperfeitamente perfeito .
Só sopras para longe , o que quero por perto , e para perto o que desejo ver longe , a minha opinião não vai mudar , afasta-te !
Só farei o uso necessário , tudo o resto sou eu que decido .
A confusão apodera-se quando te aproximas , não chegarás muito perto desta vez , houve muita coisa a empurrar-te e agora estás a uma distância razoável .
Branco.
Só mais um dia , hoje foi um dia como os outros , foi só mais um dia em que acordei e não pensei em nada , deixei que tudo surgisse ao seu ritmo e que o dia desabrocha-se , tentei só não cair enquanto sai-a do aconchegamento que me abraçou tantas (poucas) horas , desejei " Abraça-me outra vez!" , mas tão rápido me lembrei porque sentia o frio agora e preferia ficar assim , só e tão simplesmente, sem frio e sem o calor de um abraço .
No fundo , tudo se baseia numa busca pela establidade .
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Basta.
É uma lembraça possitiva , não foi uma queda , não foi um tropeçar , foi apenas um mais um degraú que subi sem varão , sem segurança, mas os pés agora sabem ficar acentes no chão e não se levantar por mais que tudo empurre em sentido contrário.
Começa tudo a fazer sentido , está tudo estável novamente , não existe nada a confudir-me os sentidos , pode estar apenas " a jogar" às escondidas , mas para mim isso basta.
O passado basta !
Não vou querer lembrar que existe sempre o amanhã !
sábado, 22 de agosto de 2009
Lotação esgotada.
Enquanto o "espetáculo" dura , são poucas as cadeiras que não estão reservadas , guardo diversos lugares na esperança que isso te faça mudar de ideias , mas mesmo assim a lotação para ti está sempre esgotada, não compras o bilhete e muitas vezes nem sequer te dás ao trabalho de querer saber as horas , não sei o que pretendes , mas fico feliz porque sei que tu própri(.) não sabes também !
Meio termo.
A atenção está onde eu precisava que não estivesse , mas na verdade não sei , não sei o que preciso ou pelo menos o que quero , portanto estes lados estão bons .
Só não quero cair , não me sinto segura para procurar o meio termo , o barco balança demasiado !
Algodão.
Desejável , mas não é uma vontade incontrolável e é por isso que me mantenho longe , não quero suja-lo desnecessáriamente .
As poucos apercebeste-te disso , custou-me , custou-me ver-te afastares-te devagar para que não sentisse, para que não me custasse . E é assim que achas que se sucedeu , mas não foi , custou mais do que tu imaginas e do que eu queria .
E custa cada vez que te evito , que sobreponho , mas não te quero fazer sofrer e é a isso que me agarro , só por gostar tanto de ti , não te quero perder por nada.
A segurança é tudo , e o instinto vale demasiado !
(Re)Crescer.
Tento que o sol não as mate .
Não reparas mas o esforço é enorme para que floresça novamente , o que em tempos vi existir , ignorei tamanha beleza e utilizei apenas a sombra , um uso desnescessário , gastou-se tudo e não há nada que se re-aproveite , ambos sabemos disso .
Não vale a pena lembrar o passado , se foi tão espezinhado e apedrejado.
Espero que as raízes se criem , para que se um dia tudo murchar , exista algo que faça lembrar que existiu.
Pergunta.
porque não esclareçes logo essa dúvida , de que tanto achas ter a certeza ?
É desconfortável não conseguir ler nos teus olhos o que pensas , ou ver demasiado otanto que te assombra .
Interrogo-me sobre a resposta que te daria , não seria um "não" , mas também não te diria , porque a tua vontade de conheçer não seria suficiente , para mercer total sinceridade .
Preocupa-me o facto de te aproximares sem medo e te afastares à velocidade da luz para esse buraco negro , onde tanto morre.
É tudo demasiado estranho.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Exagero.
Mergulho num mar desconheçido e o oxigénio falta enumeras vezes , mas mesmo assim eu continuo a tentar submergir a cada e cada vez mais fundo , tento parar e esperar num sítio de onde tu ou alguém não me possa arrancar , tento não chorar outra vez , mas as lágrimas são mais fortes que eu , por estar tão perdida e não encontrar algo a que me agarrar.
Nunca estive tão frágil .
Larga de uma vez por todas , por mim chega .
domingo, 9 de agosto de 2009
Distância.
A perfeição de momentos envade-me mesmo que estes sejam apenas frutos da minha imaginação ou memórias passadas .
Agora sei que quando te que peço que esperes e oiças por um segundo o que tenho para te dizer não o fazes ou simplesmente , não escutas apenas ouves .
Não serve de nada , não sei se algum dia valeu a pena , ou algum dia quererei rir-me do que hoje escrevo .
Estou a milhas de ti , e tu estás apenas a poucos passos de mim.
"And why can you just hold me ? And why do i still care? "
Insuficiência.
Não sei se és tu , se é apenas uma ilusão que eu persisto em perseguir e viver , não é o cheiro , nem a imagem e tão pouco são as palavras .
É a memória, as recordações que prendo a mim e não consigo afastar para longe, e que mesmo libertando algumas vezes uma pequena percentagem delas as volto a agarrar quando me fazes relembra-las.
E foi mais um momento que quero tentar não me lembrar do que tanto anseio esqueçer , quero só não te dar a oportunidade de poderes escreveres e carimbar a tua presença em mim.
Escolhe de uma vez por todas , deixa-te de essa insuficiência de certezas , não vou esperar para sempre , existe outro cabo de segurança a levitar-me do chão , não hei-de cair ao tentar chegar a ti.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Renascer.
Ergueu-se da mesma forma , a forma como se formou , de tão perfeita rapidez .
Quando acho que o vento te soprá para longe , o caminho dele vira e vens (de novo) de encontro a mim , um empurrão , um leve tocar , duas vezes , e tudo recu-a , ou fica onde sempre esteve de forma diferente e ao mesmo tempo tão igual.
Os traços cruzam-ze , a linhas tornam-se direitas mas tão incertas , com breves pausas , mas carregadas ao fim de tais intervalos .
É tudo o mesmo de tudo !
O mesmo vulto .
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Pausa.
Deixei que o coração abrandasse e voltei a correr contra o vento , contra o tempo , ignorando o facto que todo o meu corpo fraquejava e tudo o que queria era não olhar para trás, eu sei , sei que não preciso de olhar para trás para saber que ainda lá estás ,que voltaria apenas a olhar para a tua rectaguarda , e que a escoridão voltaria a assombrar-me por breves momentos e a luz haveria de chegar .
E eu olho para trás , olho porque sou fraca demais , esta força é superior a mim, e o parágrafos não se fazem , apenas pontos finais , de eternas linhas de nada , farta e cansa esta visão , não existe vislumbre , o que existe ?
A mão só toca o vazio e é só mais uma linha .
terça-feira, 21 de julho de 2009
Dupla.
Vira e eu peço-lhe que vire outra vez mas não, não recebe esse embale para me mostrar o lado que desejo .
E eu não me contento com isso, e tento unificar a moeda , gasto toda a energia que tenho , mas no fim nada vale a pena , porque já valeu e não valerá mais .
Só resta esperar .
Só resta afastar-me do vento para que não sopre o pouco que existe (de ti) para longe (de mim).
terça-feira, 14 de julho de 2009
Crepúsculo.
Mas canso-me que roubes o meu olhar , e isso não te cheguei , que roubes todos os meus sentidos , e que depois disso continues sem perceber , mas já não olho tantas vezes ao céu , fecho as portadas na esperança que como a luz tu também não consigas chegar a mim.
Não venhas hoje , por favor .
Vou só tornar a fazer um ponto final , esperar que desta vez a folha se vire finalmente e as minhas palavras parem de oscilar fazendo uma pausa na página anterior...
domingo, 12 de julho de 2009
Verniz (vermelho) .
Mas de tão agradável fragrância e de tão bela cor , torna-las fortes e (toda) eu fortaleço também.
Chamas a atenção , e os olhares direccionam-se para ti, não consigo olhar-te nelas muito tempo sem que a tendência de me embelezar se apodere de mim, a ridicularidade atinge-me , mas não vem sozinha , eu digo : " Olá" e sorri-o , sorri-o como se tudo estivesse ao meu alcance .
No fim não consigo perceber bem o que se passa, umas vezes lascado , outras em perfeitas condições , não sei se devo preservar-te , ou deixar-te ir ao poucos , vou pensar!
sábado, 11 de julho de 2009
Ti.
Para ti que te interrogas e tentas perceber quem será este (tu) , de que tanto falo , sobre o qual tanto escrevo , não percas tempo , não saberás sem que eu te diga , e tantas vezes também gostava de saber !
Neste ciclo sem paragens , percorro demasiados caminhos diferentes para te indicar uma estrada por onde me possas seguir , apenas deixo os trilhos para se exister uma pequena vontade da tua parte.
Mas não (me) leias onde não encontras água para a tua sede de sabedoria.
O meu mundo é demasiado oculto , para permitir-te acender uma luz e encontrar respostas !
Sucesso.
Sinto-me tão bem ao ver tudo crescer de forma tão (demasiadamente) saudável , mas pergunto-me , não estarei a iludir-me ?
Estou a dar passos tão curtos e seguros , quanto os meus pés me premitem , e por isso não tenho medo de me arrepender de tropeçar .
Sabe(s) demasiado bem !
Prioridade.
Dou-te a segunda oportunidade , quando já me des-te tantas e eu as neguei , desculpa !
Só revendo vejo que fui eu que não deixei que quebrasses todo o gelo , que nada se torna-se numa rotina ou algo mais forte , agora ilucido-me de todas as chances que tive para (te) ter .
Vamos à luta ?
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Choque.
Não sei o que dizer , fazer, porque tu ?
Não dá para acreditar , recei-o tanto ver-te de um momento para o outro caminhar para longe , e morro de medo que me leves contigo nesse caminho .
És estúpido , odeio-te e adoro-te tanto , só tenho lágrimas para isto , recei-o que a força se esgote , foi tudo demasiado estranho , demasiado rápido , nunca pensei ter algo assim tão perto e ter de lidar com tudo isso , vai ser complicado .
Não tenho palavras, estou em estado de choque , nunca temi tanto algo !
Diz-me que tudo é mentira , que não passou de um pesadelo , diz-me por favor !
Nem esqueçer posso .
Fotografia.
Mesmo com todo o esforço para que a imagem fico focada, existe sempre algo que a faz termer mas quando a revelo está perfeita e tu estás sempre lá , lá para seres o centro das atenções , e inferiorizar toda qualquer outra que esteja colada no albúm.
Já não existem mais molduras onde te colocar , ocupas-te todas e mais algumas que estivessem ao meu alcançe , e quantas mais ocupo (contigo) , maior é o número que tenho de baixar cada vez que me transtornas !
A lente está a sujar-se e o pano demasiado gasto .
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Suspiro.
Este ar contorverso com o respirar , cheio de palpitações e num ritmo intenso e incronometrável .
De longe, temo ouvir algo que so-e de forma igual ou parecida , que este seja de encantamento e não de preocupação, que me faça perder-me pelo caminho para encontrar o dono .
Correria se soubesse ser eu a causa de tal acontecimento , parava apenas em frente , mas desta vez cara-a-cara , não de costas como em outras vezes que já marca(mos) no livro.
Insegurança.
Pergunto-me, qual o verdadeiro motivo para te manteres a uma distância razoável , não sei o que tentas compreender , mas muito provavelmente não é o que devias perceber na realidade , assusta-me o que possas intrepertar , mas neste momento não me preocupa .
De certa forma , já não me intressa o que achas ou te passa pela cabeça.
Fartei-me de ver o barco a balançar .
Balão.
O vento sopra , mas o tamanho mantém-se ou diminuí , o tempo leva ar , e tu já não me deixas forças suficiente para o suster e prender dentro do balão, já gasto demasiadas a evitar que o fures.
Espero a todo o momento , que não te consiga agarrar e voes para sempre .
Ou ates o cordel e não corra mais esse risco !
terça-feira, 7 de julho de 2009
Barreira.
Diria-te que gostei, de apenas um , mostraste-me dois lados , mas um não me fascinou , e antes que te perguntes sim podia viver com ambos , mas agora também constróis sozinho um foço , para que "tocar-te" se torne mesmo impossível !
Larga a dupla personalidade , "unifiza-te".
Não sei onde queres chegar com tudo isto, talvez mais uma vez a lado nenhum .
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Compreensão.
Todas as oportunidades para deixar que me conhecesses esgotaram , gastas-te não uma por uma , mas de muitas em muitas , eliminaste tudo o que existia de agradável, agora espero que gostes de ouvir o meu silêncio soar , é tudo o que tenho para te oferecer .
Espero que nunca sintas arrependimento , porque ai não terei pena de ti , e apesar de tudo , não te desejo mal !
Tenho pena mas também me fazes sofrer , mais do que mereço.
05\7\09
domingo, 5 de julho de 2009
Vingança.
Agora estou vingativa , não sentia esta sede à bastante tempo , agora farei tudo o que for preciso para a matar .
Esta prova foi longe de mais , não há consequências a medir , quem me provocou foste tu !
Agora limita-te a observar o produto da tua "brincadeira" .
(Re)corte.
Revolta-me a forma como ajes , vou lembrar esta acção , e não vou deixar morrer esta memória . Deste-me a força que precisava para a indignação , agora desaparece , arrastarei tudo o que me aparecer à frente para esta manifestação de grito mudo .
Estragaste tudo , obrigada agora conheço a fúria !
Indignação é pouco.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Entrada.
Tens poder e sabes disso, olho-te nos olhos e se não desviar o olhar sei que ficarei presa demasiado à tua imagem , por isso desvi-o vezes e vezes sem conta , sem que percebas que te tento ignorar na esperança que (não) repares em mim.
Mas é tudo demasiado (menos ) bom , quando a porta se abre já não quero sair , a vontade é de permanecer para sempre, não deixas e sou obrigada a sair à força .
Então se não me queres por perto, não imitas esses sons que me atraêm.
A culpa é tua e pára de nega-lo !
terça-feira, 30 de junho de 2009
Montanha.
Agora que aqui estou , lembro-me da força com que o vento me empurrava para baixo , de como tantas vezes fui ao chão , não sei porque não desisti , mas agora estou feliz por conseguir ter terminado a subida .
Mas não me vou esqueçer de todas as pedras que me atingiram a cara.
Não sei o quão difícil será manter-me aqui em cima agora , mas espero que valha a pena, se não valer descerei de cabeça erguida e não volto a tentar subi-la , utilizei forças demasiadas numa só caminhada!
Acredito!
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Recuperação.
Quis demasiado e agora perdi tudo , mas desisto , não vou lutar pelo primeiro prémio, já saí da falência e isso é o suficiente.
Não preciso de luxos.
Elástico.
Por vezes esqueço tudo , esqueço que existe um mundo em meu redôr , e deixo-me soltar a tensão que desde à tanto tempo já tenho acumulado.
Nestas alturas sinto-me livre , já nada exerce presão em mim , e eu sorri-o , sorri-o porque já não à nada a puxar-me ou a dobrar-me de forma que eu não queira , não faço nada para isto acontecer , mas acontece e sabe bem .
Estou farto de ser esticado para alcançar algo , não poder relaxar sem pensar que assim não atingirei o pretendido.
Quero ficar assim para sempre, sabe bem .
Mudança.
Respiro ofegadamente depois de correr atrás dele , mas não pára!
Pára por favor !
Espera , eu vou contigo , eu mudo , dá-me apenas tempo .
E tu ? Porque olhas ?
O mundo não vai sorrir para ti se não correres para ele , esperas que caí-a do céu aquilo que desejas ?
Faz-te à vida !
Não consigo ter controlo em nada , sempre que o tenho cometo um pequeno deslize , que me leva a uma grande queda, e fico presa durante muito tempo a este buraco .
A corda rompeu-se e agora só resta deixar que o tempo passe e tu me oiças .
Ouves-me ?
Posição.
Odeio-te.
Apenas não consigo sentir ódio , porque ele não existe em mim , mas estou farta , do quão presa estou , quero apagar-te para sempre !
Vou dar-te um ponto final , e aí não existirá um novo parágrafo , é isso que tanto pedes e queres ?
Explica-te , não me invadas de dúvidas e incertezas .
O tempo já escasseou demasiado , as palavras esgotaram com ele , e o deserto que me ocupa avança cada vez mais , não sou nada e (agora) toda a culpa é tua , pára de forneçer energia a uma lampâda fundida.
Chega !
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Partes.
Não olho para elas ...
Mas quando chega a morte, só elas ficam, só os membros não morrem.
O coração pára , mas isto continua a existir.
Uma estrutura para algo inactivo, algo Morto !
Apagar.
Era uma folha escrita , mas não por mim , eu só a risquei .
Um mero papel , cheio de palavras . Mas no final ,de tão enorme texto só largavas profundas incertezas .
Magoa-me que o tenhas escrito , porque não o deixas-te intacto ?
Em branco?
Porque o escreves-te , se agora o risquei e cortei aos mil pedaços, tão pequenos quanto tu ?
Ainda me lembro de me lembro de cada frase, sim ainda guardo na memórias as lembranças que já apagaste de ti.
Mas percebo porque o fizes-te , estava tudo dito nesse papel , o texto foi grande , mas teve um fim.
Tudo de nada.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Parede.
Porque não voltas?
Vem , empurra-me novamente , até eu cair de vez e não me levantar, se vens quando não peço , porque não vens agora que te imploro?
A parede estava branca , mas tu pintas-te a minha cara de cor diferente , por breves segundos , mas mudou de cor , depois alastrou-se por todo o corpo , por fora e por dentro!
Queda.
Vazio.
Não consigo deixar de soprar para o papel na esperança que as minhas lágrimas pintem um nome diferente, só hoje , só quero que hoje, a minha voz grite outro nome, que a minha mão escreva outro mundo e que o teu cheiro deixe de ser o ar que respiro, quero poder ver , quero poder sentir , sem que seja o teu toque que relembro , que desejo.
Roubaste-me todos os meus sentidos , todos te pertencem , e magoa-me que não percebas, que estou sufocada por teres substituído o meu oxigénio pelo teu perfume , e agora desmai-o por não me pertenceres.
Marta Ramos & Mafalda Furtado
19 de Junho de 2009
Libelinha.
Tens asas , faz como eu e sai daí , não deixes prender-te , vais ficar demasiada agarrada e a quando saires a floresta que até então desprezaste existir , vai ser agressiva na tua recepção.
Gosto tanto de ti , dura mais que um dia, és diferente das outras libelinhas , eu sei , tu consegues voar alto !
Foge .
Poço.
Porque ?
Não percebes mas e é por isso que continu-o a procurar-te !
No fundo sou egoísta , só me interesso pelo meu desejo de conheçimento, a culpa não é de ninguém , apenas da minha curiosidade por algo aprofundado , já que no mundo grita a escassez de interesse .
Mas por vezes tornas-te tão seco , tão pobre que me dá vontade de nunca mais lançar o balde e procurar nada em ti !
A esperança não morre , eu sei que encontrarei ,como sempre, o conforto para a minha sede .
Protecção.
provocar-me arrepios frios e não estar ali nada a proteger-me (dele) .
Mas depois fecho os olhos por um segundo e sinto aquele toque , viro-me e abraço o que de melhor existe em mim !
Obrigada.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Confusão.
Desculpa , o arrepio não corre a espinha !
Película.
Apenas e tão só isso , não é o facto de não estares a meu lado , mas sim um dia já teres estado , e é disso que me lembro , é nisso que penso , quando estivemos ambos , no mesmo sítio à mesma hora , só !
Não há nada mais para recordar , todos os episodios em que fazias parte do elenco , começavam sempre de igual forma, aquela em que eu sorrio , e terminavam tambem igual com a minha mágoa .
O meio era o único que não tinha uma maneira igual para acontecer , e é disso que (nao) me quero lembrar, era nessa parte do filme em que a ilusão se tornava a minha vida.
Chega de memórias , o sol há-de queimar de vez o rolo da película , e aí (re)acabará para sempre .
terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Tesouro.
Continuo nesta busca , por algo que não sei ao certo do que se trata , o que é , ninguem me responde , onde está , o mapa desconheçe o paradeiro , como é , o meu tacto não sabe !
Vasculho entre as caixas , lembranças antigas , coisas que até desconheçia existirem , encontro tudo , tudo aquilo que não necessito, aquilo que os meus olhos precisam de ver , o ofacto quer encontrar , as mãos querem sentir , não está no meio de toda esta "tralha".
Às vezes sonho com o X , que marca a presença do meu tesouro ali , mas que lugar será ?
A memória não me deixa recordar, apaga cada pista sempre que acordo.
Mas não desistirei , por (...) a minha busca é interminável !
Acréscimo.
Não compreendo , e não quero tentar perceber , a ignorância é mais reconfortante , mas e se um dia isto significar o fechar das portas para um futuro mais longo ?
Temo a vida.
Ar.
Não te culpo por isso, porque a culpa é minha de tantas vezes que corto a respiração para não te respirar, de tantas vezes que fecho a janela para não te sentir, de quando me atrevessas e fingo que não me tocaste, não o faço maior parte das vezes com intenção.
Tal como não te crucifico por cada vez que ignoras o facto de eu precisar de ti para viver , peço que (me) compreendas cada vez que não oiço o teu sussurrar, não me deixes asfixiar !
Buraco.
És demasiado fundo para te tapar, mas o meu passo é longo o suficiente para te conseguir ultrapassar .
Trepei demasiado da ultima vez em que tropeçei e sem querer fiquei dentro de ti , mas não vou repetir , o meu rumo mudou , e tu estás cada vez mais pequeno .
Para que mentir , os meus olhos continuam a ver-te do mesmo tamanho , tão grande como não és !
Tela.
Pintar-te sempre igual não tem graça e por isso , por vezes surgem figuras deformantes .
Voltei a pintar-te de branco , ficaram demasiados erros .
Por enquanto faço apenas um novo esboço em carvão , um dia pintarte-ei definitivamente !
domingo, 21 de junho de 2009
Passadeira.
Estou do lado oposto , e tu já não estás aqui junto a mim , não te vou reclamar , foste tu quem me fez mudar de via , é a tua presença porque aclamo todos os dias . É a ti , quem vejo do outro lado da estrada e por quem espero , o sinal já mudou imensas vezes sozinho e eu já o auxiliei vezes demasiadas , porque não te decides ?
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Receio.
Ò tu que me efeitiças e me prendes,
Não julgues que me tendes,
Chega de golpes em meu coração!
Demasiadas marcas que deixaste,
E que custam a sarar,
Eu sei que hás-de parar,
Não te chega as folhas que já rasgaste ?
Chega de papel desperdiçado,
Não permito mais gastos,
Agoram ficam só as fotos,
E tudo o resto fica no passado !
Máscara.
A mascara protege a face , mas o resto do corpo continua a asfixiar-se , não estou cega mas não vejo o mundo , não estou muda , mas fiquei surda !
A irritabilidade é pouca , já nem as pernas pareçem querer reagir aos constantes atentados das pedras a perfurar-me a pele !
Tiro a mascara ou oculto o mundo ?
terça-feira, 16 de junho de 2009
Imaginação.
Medo de procurar essa felicidade também é constante , medimos cada risco de uma nova recaida esqueçendo a hipótese desta não aconteçer , arriscar é uma palavra que não consta no dicionário , falta a esperança e a força para lutar contra os obstáculos , faltam as fabúlas que se ouve quando é pequeno para poder imaginar que existem finais felizes , falta uma mão para ajudar a sair do chão , falta o arco-íris no céu.
Falta Ar .
"Long time ago..."
Desejo.
quero não ter de recolher mais cacos do chão para formar algo sólido , começo a ter demasiados cortes das vezes em que me feri ao tentar junta-los !
A cola tornar-se escassa e cada vez mais rija , os pedaços já custam a unir-se , as feridas em mim ardem , o corpo está frágil e já rejeita a acção .
As peças nem sempre encaixam e eu volto a procurar mais bocados no mesmo chão , uma nova peça está pronta , o vento soprou.
Partiu-se , iniciou-se um novo ciclo.
Raiva.
Mundo confuso e esmagador, ideias sub-entendidas de nada , doçura de sal , brisa que penetra no espaço pela janela fechada!
Calor quente do sol censurado e apagado!
Hoje a única vontade , é ofereçer tudo o que existe de pior , a força para lutar contra o negativo esquivou-se , as fotos perderam a côr , é tudo preto no preto !
Hoje consigo detestar !
domingo, 14 de junho de 2009
Calor.
Revolta-me não ter o poder de me fazer adormecer .
A mão escreve o que lhe mando mas já não tenho a liberdade, a força de mandar em mim, perdi o controlo nas minhas próprias palavras, conjugo verbos sem saber o sujeito, escrevo fins desconhecendo princípios!
Mas é bom, poder ter a insignificância de um grão de areia numa duna, e a importância de uma gota de água num deserto!Fujo de tudo, o tempo continua a correr, mas não quero saber, não consigo parar é tudo desejável de mais!
Enquanto ando o passo queria uma velocidade de movimento em que encontro a brisa que esperava de forma ofegante.
Tudo em excesso se foi, extracto de nada, sou novamente eu!
12\06\09
terça-feira, 2 de junho de 2009
Pouco.
Já não vejo o sol nascer , na esperança que se não perceber que nasceu um novo dia , eu esteja sempre iluminada pelas estrelas !
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Fábula.
Sou (minha) novamente , dona de mim !
sábado, 23 de maio de 2009
Livro.
E enquanto pensava como fazer isso , não vi o tempo passar, não dei por mim a adormecer e a voltar a dar-te o papel principal , voltar a (escre)ver a mesma história, voltar a "pintar" a mesma paisagem, quando acordei percebi que tinha tornado a sonhar o mesmo sonho.
E não compreendo, porque continuo a deixar que a história se repita, se já conheço todos os capítulos , se encontro sempre os mesmo personagens e sei o final.
Perco a vontade de escrever sempre que início uma linha em que (tu) apareces , como uma forma de castigar-me por estares em mim, por não conseguir desprender o nó do fio condutor, não o consigo cortar , se ao menos conseguísse esquece-lo , eu acho que nem dás pela existência dele , e tento que tudo isso se torne indiferente .
Mas não é(s) indiferente, as palavras não foram só um mermúrio que o vento levou, foram muito mais , foram a música que agora , oiço repetir em mim, e por mais que as notas e os tons mudem oiço-a sempre da mesma forma, encanto-me mais uma vez, e arrependo-me mais uma vez por deixar que tudo isto se tornasse possível!
Estou a gritar , mas é apenas a tua voz que oiço , tudo o resto se tornou mudo , inexistente , e tudo isso que me faz (não) conseguir odiar-te!
Tenho a mão dormente por tua causa , por tremer enquanto escrevo , por chorar enquanto deixo as linhas serem lembranças das tuas palavras .
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Fuga.
Comecei e a pouco e pouco, vi-a surtir efeito .
Estava livre , livre em mim , no ar , este conjunto de gases que antes me deixavam respirar, agora pareciam fazer o meu corpo ser invadido por veneno, estava cada vez mais infestada por ele, desde os pés até à extremidade do mais longo cabelo .
Os olhos ardem , porque com lágrimas vem este veneno , que me queima da forma mais cruel e corroí, que me faz debruçar-me perante ele e só ele , como se fosse um rei , e eu uma escrava, sem liberdade para escolher, sem força para lutar contra ele , pela minha vontade , pelo meu querer.
E não , não sei se valerá a pena este rastejo , o antídoto está bem longe de mim , eu sei, eu sinto-o, o peso que carrego é demasiado para caminhar (para ele)!
Ou será que é um sonho? O arrependimento não tem cura.
Apenas deixa um rasto cruel que tentamos corrigir ou apagar, mas vejo a minha borracha demasiado gasta para fazer alguma das coisas, talvez risque por cima, mas a marca estará sempre lá, sempre a borrar a folha, como se fosse uma nódoa em cetim .
E tudo isto , toda esta história foi apenas mais um rascunho que não chegará tão cedo a ser um livro.
No fim de tudo, o sonho está , mas eu não estou por ele !
O Bocejar já não (me) acalma , já não (te) lei-o enquanto sonho!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Fluído.
Já não se chama sangue este líquido cristalino, já não é nada.
Parece que tudo evaporou ou tudo saiu em minhas lágrimas.
A secura envolve-me e preenche-me.
Toda eu sequei , já nem o gelo consegue estar em mim, demasiado sólido e estável, toda (eu) adormeci , toda eu fiquei nesta recta contraditória ao resto do mundo, sentido oposto, estrada que me encaminha para a descoberta . Fujo , mas volto sempre ao mesmo traço , paralelo a ti , perpendicular a mim . Não me cruzo , faço parte dela , e é isso que me leva em cada espaço de preto, a curiosidade de saber onde termina , onde irá acabar esta linha que cada vez mais custa deixar (- me) esboçar no caderno.
Este cativo, "cansa-me" e por isso vou ou apenas fico .
(fico) Decomposta em partes de nada!
sábado, 16 de maio de 2009
Janela.
A janela não me mostrará o sol que tanto quero ver !
A voz que oiço a cantar não é a tua , é o vento .
Andas pelo teu reino encantado, aquele em que eu vivo, mas na realidade não consigo estar.
O dilema é que não consigo largar essa visão.
Permaneci e tu permaneces-te comigo .
Tentei fechar a janela mas não consegui , nos meus olhos vi-te ,estava ali junto à árvore que cresce ao mesmo tempo que nós crescemos e não podia parar de te vislumbrar !
As cortinas não cobrem toda a janela, e por isso continuo a ver-te ali , estás sempre no mesmo sítio intocável , como se nada se passasse à tua volta !
Reembolso.
Castigo ?
Talvez ou tudo isto será apenas normal ?
Parece que agora compreendo a vontade , a vontade que não compreendi , que critiquei injustamente , agora imito mas com muito menos razão .
A verdade é que sinto , não sei ao certo o que !
Mas tudo tão forte e de tão longe, dói a forma de estar tão longe mas ao mesmo tempo tão perto.
Preciso de tocar , eu quero tocar, tudo o que me impedia agora já me permite, não penso em mais nada, estou demasiadamente "tocada" !
Ao mesmo tempo tenho receio que isto seja um sonho que nunca será vivido.
Será ?
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Rocha.
Felizmente nem tudo era mau , a natureza que semeaste , amorteceu a queda. Sabia que mais tarde ou mais cedo o cabo iria acabar por quebrar !
A história da verdade não reside em ti , está em mim , em cada suspiro , em cada lágrima , em cada zona do meu corpo em que ousaste tocar !
A suavidade desse toque, agora enraivece-me porque foi um pequeno gesto que fez com que me virasse para ti , toda (eu) me virei na tua direcção e agora vejo como a tua retaguarda não é bonita!
Assemelhasse a uma rocha , dura, inconstante, enrugada, cheia de altos e baixos!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Pára-quedas.
E é por isso , que fico sentada no canto , a pensar em tudo , por não saber até que ponto ele irá suportar o peso , e se estivesse no ar e o pára-quedas se rasgasse , e a queda fosse tão grande que nem o chão fosse capaz de a amparar ?
Só no céu reside o infinito , é bom sentir a liberdade !
Fico por aqui , todo o oxigénio é precioso !
terça-feira, 12 de maio de 2009
Regalo.
E percebi que estava a ser observada , as estrelas olhavam para mim , e eu olhava para elas ...
Como se elas me tivessem oferecido , "aquele bocadinho" , aquele presente !
Não consegui segura-lo , brilhava demasiado , era muito quente , e sabia que se tentasse pega-lo , não o conseguiria largar , toquei-lhe mantive a minha mão em si durante alguns minutos, mas tudo era demasiado bom, tive de escolher , portanto segui em frente , não olhei mais para trás , a escolha estava feita!
Mais uma vez prefiro ver-te brilhar longe de mim !
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Sim.
A aragem que me empurra e derrete os cristais de gelo que tendem em permanecer em mim, mas a tua voz é maior !
A palavra , pequena , mas com tanta importância.
Não pesas, até me tornas mais leve, fazes levitar !
Pequenos passos ,
irei um dia conseguir chegar ao céu ?
Casulo.
Este, que me prende e não deixa ver as flores, não deixa sentir o ar bater nas assas por estrear.
Esperneio nesta espécie de vácuo no universo e tento afastar de mim esta pele, esta membrana que me separa do resta da vida.
Rasgão demasiado grande, demasiado violento agora o chão arranho uma das assas, não consigo voar.
Peço-te vento, embala-me em ti.
domingo, 10 de maio de 2009
Gira-Discos.
Amanhã o gira-discos terá direito a outra música , não consigo , por maior que seja a vontade, a melodia é demasiado desejável para muda-la e estou farta , até mesmo cansada de ouvir a mesma melodia, de ser tudo sempre tão igual !
As notas não mudam , o ritmo e o compasso é tudo sempre tão igual e a raiva invade-me, por eu não ter controlo , o controlo em mim !
Eu quero , quero mesmo mudar a faixa do disco , mas a minha cabeça torna-o impossível .
O corpo não reage e a música volta a repetir.
É um disco riscado.
Menos.
Não é medo , é apenas a incerteza , incerteza que o próximo passo não é para o abismo.
O chão treme , e cada vez os buracos são mais e maiores , o cimento demora a secar, e tropeço, tropeço vezes sem conta.
A corda também está fraca, cheia de falhas, o tempo em que fico em suspensão fá-la enfraquecer e cada vez mais tudo está por um fio.
Tenho demasiado receio de cair, não quero que a corda se parta de vez.
Prefiro acrescentar vírgulas.
Há muitas hipóteses, a dúvida é grande.
Já nem o chão é firme.
Masmorra.
Os segundos passam e nada se passa ao mesmo tempo, o tempo contínua a fugir e (eu) fico neste espaço que cada vez mais parece enclausurar-me.
A visão para o mundo exterior é pequena, e não tento abrir mais a brecha para vê-lo (de)mais.
Está tudo demasiado apagado, demasiado sujo, o oxigénio custa a percorrer o corpo.
A fonte de luz caminha para a escuridão .
sábado, 9 de maio de 2009
Diferente.
Imaginação necessária,
para compreender este estado,
de tal ânsia.
Sei as palavras ,
mas não consigo perceber ,
as feridas ,
que (me) as deixo fazer.
Porque continuo a sonhar
com esse mundo
que não quero pisar ?
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Rés-do-chão.
Ficam tão somente as lágrimas no meu rosto , a vontade de continuar a lutar fugi-o ! Eu sei que ela volta mas por enquanto não tenciono puxa-la para mim , a força agora é insuficiente , vai-se a cada segundo de reflexão , em cada gota do copo de água que pareço querer encher ...
(Eu) Fujo para o refúgio , mas nem ele parece aguentar com a minha frustração , com o meu desencontro em mim mesma!
Se ao menos pudesse desviar-me do que pesa cada vez mais, desvaneci até ao rés-do-chão !
Existe pouco no infinito!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Puzzle.
Nenhuma parece ser do mesmo puzzle, são impossíveis de encaixar, para juntar e formar apenas um!
Algumas têm as mesmas cores , outras partes de outras partes , tudo junto formaria um arco-íris ? Ou um céu cinzento cheio de nuvens?
Não sei, não saberei, não vou forçar a que as peças se unam , não ficaria bonito,haveria demasiadas falhas, tudo tão óbvio de que não estava certo.
Prefiro ter duas peças soltas , do que junta-las para formar algo sem sentido e forçado !
domingo, 3 de maio de 2009
Imaginação.
Medo de procurar essa felicidade também é constante , medimos cada risco de uma nova recaida esqueçendo a hipótese desta não aconteçer , arriscar é uma palavra que não consta no dicionário , pois se quer que citações como "estou triste" sejam inexistentes , falta a esperança e a força para lutar contra os obstáculos , faltam as fabúlas que se houve quando é pequeno para poder imaginar que existem finais felizes , falta uma mão para ajudar a sair do chão , falta o arco-íris no céu.
Falta Ar .
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Jogo.
Esperei ansiosamente que o rodopio acalmasse e me dissesses o número de passos a dar ...
A velocidade do teu soprar aumentou e tão depressa voltou a diminuir , confundias-me e afastavas todos os meus palpites a cada segundo ...
Por fim terminas-te , o resultado não foi o que queria ouvir avancei três casas num momento e recuei uma .
Nova ronda , outra jogada , e mais uma vez estou aqui escrava da tua vontade!
terça-feira, 28 de abril de 2009
Troca.
Confusão atrás de incerteza , incerteza atrás de confusão .
Houve um troca ? Uma troca de que não me apercebi , mas em que deixei o pião soltar-se da corda?
Não reconheço este ser ,
Tempo de mudança ! #
Ponto final.
Escrevi utilizando vírgulas , reticencias e escondendo de mim a realidade de que tão rápido poderia existir um ponto final, mais que linhas mais que parágrafos !
Ponto final às histórias que mistifico .
Bebo da água suja , a pura ilusão, são demasiado fracas correntes que prendem a realidade em mim, pouca a força para ver o mundo, muitos laços desmanchados .
Gélidos passos que sei que continuarão a existir !
domingo, 26 de abril de 2009
Pegadas.
E (por agora) não quero viver o momento de as ver desaparecer!
Marca !
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Floresta.
Voltei do reino desconhecido e entrei mesmo que por breves instantes na floresta encantada , e nada, nada fazia os meus olhos fechar ainda que fosse por menos que um segundo , aquela visão era demasiado perfeita para que fizesse uma pausa, o meu olfacto também não fazia intervalos desfrutava cada pequeno prefume libertado por todo aquele mundo vivo magnífico.
Ohh doces palavras, querido sorriso !
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Grito mudo.
Presa a esta estrada que parece cada vez maior, deixo por (grandes) momentos de sentir a inquietação com que corria para a fonte, parece que a ignorância se virou para mim ou as minhas escolhas se viraram para ela, não sei o que me trás esta carência afinal sempre estive nesta estrada e poucas foram as vezes que a fuga falou mais alto, mas agora nada mata esta sede, agora eu própria pareço salivar para ter sede!
Não conheço esta face , a moeda virou, mas eu não quero virar com ela, mas este grito mudo têm a força, perco-me nesta impudência de palavras e a força vai-se esgueirando por todo o lado , a vida não se prorroga , torna-se mais escassa a cada momento .
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Labirinto.
preciso de algo que me faça sair daqui !
O mapa deste labirinto !
Farta dele , mas sozinha não consigo fugir e encontrar a saída, perdi-me !!
Sim perdi-me !!
Cansada destas paredes , sufocada entre as folhas .
Se ao menos existisse um buraco, uma saída .
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Corredor.
se escrevo porque gosto , porque escrevo sobre lágrimas que não quero chorar , porque tento antecipar o futuro sem o esperar , como me fascinas corredor sem fundo , cheio de portas , abro-as uma a uma , com cuidado , demasiado cuidado , farta do cuidado , da espera , das lágrimas secas !
Sorrio por mais um passo em frente , por mais uma queda , sorrio por mais um salto , sorrio por menos uma pedra ,por mais uma porta !
A vida fascina-me (sorrio) .
Salto pedra a pedra do caminho da porta sem trinco (confunde-me) !
sábado, 18 de abril de 2009
Guitarra.
escuto com atenção , nada nem ninguém me faz deixar de te ouvir , não existem cordas partidas em ti , apenas te desgastas com facilidade mas tudo isso não altera o mundo que me fazes obrigar-me a escutar , ao teu som o sol brilha e todas as gotas que o céu chora se evaporam !
És especial , cantas a felicidade e eu (claro) quero agarrar cada nota que soltas nessa tua vibração suave !
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Lapso.
"Aula de Filosofia - 16/4"
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Esboço.
O que é a vida , senão um conjunto de linhas, um mero esboço ? É incerto , e torna-se até desconfortante , os pontos vão surgindo mas as ligações quebram-se a cada momento , a ambição é sempre a mesma : linhas certas unidas entre si , compreendidas entre si !
Prefiro olhar pela janela , cansa rabiscar, a visão turva para o mundo exterior agrada-me mais.
E mais uma vez , fico , o esboço fica por acabar !
terça-feira, 14 de abril de 2009
Um minuto...
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Viagem a mim.
E as nuvens fazem-me levitar até ao passado e entrelaçar-me por entre as memórias ,
volto a perder-me no mundo dos porquês e a derramar uma lágrima por todos os momentos em que nem as feridas que fiz , me fizeram desejar que eles não se tivessem passado !
Enrolo-me na manta , mas nem isso me faz sentir menos frio ,talvez não seja corporal ... Mas como posso saber , tudo me parece igual !
A pouco e pouco , estou a regressar à terra , mas isso não me torna mais susceptível ao mundo à minha volta , porque no fundo estou sempre a voar !
domingo, 12 de abril de 2009
Sem título.
Está é a última !
Invento,
Invento as mais estafúrdias desculpas para as folhas rasgadas, para todas as vezes em que utilizei a borracha , ou prometi a mim mesma que não riscaria mais nada !
Não gosto de escrever sobre isto , não consigo sequer reler os rascunhos que não resisti em fazer. Nem tanto consigo convencer-me a mim própria de que é isto que quero, falta tudo , falta o domínio da língua , falta a coragem , para te mentir dizendo que não guardo cada momento que passamos , que não significas-te assim tanto nem continuas a significar !
Mas não , não voltarei a mergulhar nesses teus mares de carinho , que me cegam e fazem arder os olhos ! Fico antes aqui , ansiosamente à espera , à espera que como faz à areia o mar te arraste para longe de mim !
Tempo.
Os ponteiros avançam no relogio , não vale a pena tentar correr contra ti , deixo-me levar !
Madrugada.
Escutando com atenção posso ouvir o vento a dançar com as árvores, os primeiros batimentos da inexperiente borboleta que rasga o casulo e se esforça para chegar ao cume da árvore , os mares cantam o rebentar das ondas , e não muito distantes oiço os grilos , mas que será que eles dizem ? Estarão a acordar o sol ? Ou a adormecer a lua?
Com mais atenção caminho na enigmática escuridão , as estrelas também querem falar ... Estão a sorrir ...E a dizer "adeus" e "bom dia".
Rio.
És escuro ? claro ? Não sei , a tua cor também não importa , não te vejo ! Apenas oiço, oiço o murmuro da natureza por onde passas.
sábado, 11 de abril de 2009
Flor.
Agora apenas quero ficar a observar-te a murchar aos poucos e poucos , por mais que custe , não vou lutar mais pela tua sobrevivencia , fiz-te florescer , mas tão rapidamente mostras-te que nada valeu a pena , mas também nada tinha sido em vão .
Não te quero mal , quero que apenas aprendas que o solo não é sempre fértil , quanto mais é pisado mais díficil fica de ser cultivado .
Não vou mentir é difícil , aliás muito díficil de ver o vento levar-te petala a petala , mas por mais que tente não consigo , nem quero voltar a ser o vidro que te protegia!
Desculpa mas o poço secou.
Reflexo.
Quero fazer o tempo recuar , voltar ao momento em que escolhi se farias ou não parte da minha vida , se poderias algum dia secar as minhas lágrimas , mandar no meu sorriso , seres o sol que me acorda e a lua que me adormece.
Agora apenas me iluminas com a dúvida , estive demasiado presa até me ofereçeres forcosamente a chave da saída , porque não consigo eu dizer que não quando sei que me irás injaular novamente ? porque ? será pelo mesmo motivo que não consigo derramar lágrimas por ti ? estou demasiado forte , mas foste tu , tu quem me deu esta força , mas também foste tu e só tu quem consegui-o de um dia para o outro que o meu sorriso se cerra-se e prometesse nunca mais se iluminar da mesma forma .
Não , não quero mais viver no teu mundo , quero viver no meu mundo , onde tu já não mandas , onde eu e apenas eu escolho o que fazer ,onde tu não ditas a minha felicidade .
Quero esqueçer que alguma vez fizeste parte do meu passado e que um dia jurei que irias fazer parte do meu futuro .
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Medos.
esses pequenos monstros que nos ensinam o que é a vida , que nos mostram que nem tudo é facil , que nos ajudam a superar-nos a nós mesmos , que são os nossos primeiros desafios ,que são só e tão só as pequenas (grandes) coisas que mais nos fazem crescer !
terça-feira, 7 de abril de 2009
Xilofone.
Serás apenas mais um?
Não consigo acreditar que isso seija verdade , não és um qualquer , todas as tuas notas , graves , agudas , todas soam perfeitamente seija qual for o tom em que te oiço.
Peço-te , encanta-me novamente!
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Sinfonia.
Posso ?
Posso pedir ? Posso pelo menos , apenas desejar ser dona do meu mundo , criança no meu espaço , aprendiz do meu tempo , ser um bolbo que como todos os outros nasce em terra , mas não numa terra qualquer , uma onde seja possível crescer , criar raízes , desabruchar sem ter de pedir licença ao silêncio? E em que o solo ,a água e o ar se unam e façam uma sinfonia que me liberte e faça voar!
Inspiração
Será que fugi-o ?
Tenho a força e a vontade , mas não consigo encontra-la , já procurei por todo o lado , já fui até aos confins do mundo , mergulhei até ao fundo do oceano , voei até ao sol , corri este mundo e o outro , mas continua desaparecida , será que as estrelas sabem onde está ?
Preciso mesmo dela, não tenho sobre que escrever sem ela e terei de fazer um ponto final neste e todos os outros os textos que ousar escrever !
Não te escondas , eu sei que existes e não vou parar de te procurar até ter-te de novo !
Volta !
Preciso de ti !
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Relâmpago.
-Porque não estás deitado ?
A criança com voz tremule responde:
-Não consigo , tenho medo daqueles barulhos esquisitos que brilham !
A mãe pegou no menino ao colo e levou até a janela do quarto da criança , o menino mesmo estando protegido nos braços da mãe termia novamente por causa do som do rebentar de outro relâmpago , calmamente a mãe explicou à criança :
-Sabes quando se comemoram dias especiais na cidade e se lançam foguetes ? As estrelas também têm os seus dias especiais este é o seu espectáculo de luzes !
Paisagem.
Pois não, os dias não são todos de céu limpo e sol a brilhar!
Há dias de chuva, tempestade, medo, escuridão!
Há até aqueles dias em que olhamos pela janela e vemos o arco-íris , mas "cá dentro " onde realmente importa , continua a chover, a neve forma avalanches, o céu está preto em vez de azul , as nuvens cinzentas em vez de novelos brancos , tudo desmoronou , os nossos olhos formaram rios, a cabeça explode a cada segundo e é cada vez mais forte , dói...
O mundo não está nem perto do que queremos ver, que fazer?
(momento de reflexão)
Desprezar o que se está a passar não é solução, assim sempre que tornarmos a olhar a janela e virmos um arco-íris voltaremos a lembrar as ruas alagadas, as árvores caídas,
(Faz-se luz)
percebemos que não dá para ignorar pois essas memórias estarão sempre no bolso do nosso casaco por mais vezes que o lavemos, só nos resta olhar pela janela e lutar para que só existam memórias de céu limpo !
Não podemos decidir o tempo mas podemos escolher o que queremos ver , faz da tua paisagem um céu limpo :D
"História das Pequenas Aranhas"
Estas aranhas tinham uma característica que as outras não possuíam ,o desejo de continuidade da vida na Grande Árvore , quando estas já não vivessem lá !
Todas as Aranhas cor-de-rosa habitavam a Grande Árvore, não era fácil viver naquela árvore pois era uma árvore muito especial , as aranhas tinham de ser fortes, audazes , destemidas para conseguir voar de ramo em ramo , tronco em tronco , e quando o conseguíssem fazer as aranhas seriam capazes de enfrentar qualquer árvore e viver nela . Para as ajudar nestas super tarefas , as aranhas cor-de-rosa era lideradas por uma Super aranha que como o nome indica era a aranha mais forte e que tecia as melhores teias!
Um dia chegou um grupo de pequenas aranhas a essa árvore , estas pequenas aranhas queriam aprender como era viver na Grande Árvore , falaram com a Super aranha e esta disse-lhes :
-Para conseguírem viver nesta árvore não podem só querer , têm de esforçar-se , ter vontade e lutar para conseguírem o vosso objectivo (voar de ramo em ramo, tronco em tronco) , e eu estarei aqui para vos ajudar , mas a força terá de vir de vocês;
As pequenas aranhas encantadas com este desafio responderam:
-Queremos ser tão fortes quanto as aranhas cor-de-rosa;
A super aranha disse para as aranhas cor-de-rosa :
- A grande árvore é uma família sempre a crescer , estas pequenas aranhas serão o futuro da árvore , sejam simpáticas e tentem integra-las !
O número de pequenas aranhas a querer viver na Grande Árvore começou a aumentar após o aparecimento do primeiro grupo, mas ao mesmo tempo que chegavam novas pequenas-aranhas , pequenas aranhas se iam embora .Mas o que se passaria ao certo? porque abandonariam as pequenas aranhas a Grande Árvore ?
A verdade é que as pequenas aranhas para além de terem uma enorme vontade em superar todos os desafios que lhes propunham diariamente , tinham também a sensação que as aranhas cor-de-rosa não as queriam lá e como muitas vezes as pequenas aranhas não eram capazes de viver com isso iam embora.
Aos poucos e poucos a situação das pequenas aranhas foi melhorando, pois para além de existirem aranhas cor-de-rosa pouco amigáveis, haviam algumas aranhas cor-de-rosa que faziam tudo para que as pequenas aranhas se sentissem bem , e graças a este pequeno número de aranhas que lutavam para que as pequenas aranhas permanecessem na Grande Árvore, as pequenas aranhas começaram a unir-se , tornar-se mais fortes e a formar um grupo em que juntas conseguíam crescer, aprender e a avançar no seu objectivo.
Esta é para vocês Spider's :D
Recuar
depois disto encontro a resposta em mim mesma , já não acredito nas fadinhas , já não penso em voar , matei todas as fadinhas que podiam fazer parar o tempo, agora vivo a correr, será que corro para o fim ? ou procuro um novo princípio ?
De que côr é o mundo ?
Amor
Força
Alegria
Aprendizagem
Sonho
Esperança
Ilusão
Arco-íris
o Essencial
Desejo
Loucura
Consegues pinta-lo ?
Pois é por isso que ele é único !
:D
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Refúgio
o meu refúgio é um espaço em branco ,
um pedaço de papel virgem onde rabiscar, escrever, desenhar , deixar o meu mundo e mais tudo , em forma de riscos numa folha ,
pois sei que ele nunca irá esquecer o que lhe contei, todas as formas, cheiros, texturas, sons, sabores que lhe confessei ver, cheirar, sentir, ouvir, saborear ou o desejava fazer!
Agora durmo descansada , pois sei que tenho uma arca onde se guarda o meu tesouro se um dia a minha memória não o poder proteger .
(:
Estrelas
Cativam-nos com a sua forma de brilhar magnífica ,
para depois nos darem o desalento de as ver apagar !
Vira a página
Gosto de escrever , é uma paixão , não escrevo sempre com sentido , escrevo o que penso o que sinto ... Liberto tudo em linhas e pontos num papel ...
Isto foi algo que me passou pela cabeça e ficou o tempo suficiente para passar para papel...
Ora aqui vai :
"Corre o mundo,
aproveita cada segundo,
Ouve o vento
deixa que ele sopre o seu segredo,
Grita alto "acredito"
não deixes morrer o teu espírito,
Deseja apenas o que precisas
não te percas em desejos
minimalistas ,
(...)"
xD
Amizade
São parte de nós e nós somos parte deles !
Amigos são familiares, professores ,colegas , namorados , são quem nos marca e nos atura no nosso dia-a-dia !
São o infinito do universo da Beleza multiplicado por infinitas vezes !
Obrigada a quem me rodeia e é meu amigo !
O meu crescimento depende da vossa existência!
(:
Pedras
impossível responder , tantas já foram as vezes que tropecei,
que abri as mais profundas feridas , debuxei as mais longas
lágrimas , mas no final saltei sempre todas as pedras que encontrei,
tropecei mas não deixei que elas me fizessem cair , cresceu a minha
força aprendi a saltar melhor , aprendi que terei de viver com cada salto
que dou até ao final da minha existência , relembra-lo para
que a pedra que me fez tropeçar no passado me faça saltar mais alto
no futuro!
Vírgula
Hoje continuo a viver na inocência , acreditando que o mundo não está perdido , que tudo pode ser melhor ,que não vivo rodeada pelo perigo mas que este mundo é meu amigo , que todos os dias irá nascer um sol para me trazer um sorriso ,
afinal o que é viver sem inocência , sem sonho , sem esperança ??
Há que desejar o conhecimento , ouvir as estrelas , sonhar com a lua , viver no reino dos príncipes e das princesas e refugiar-se no quadro com as mais belas cores da felicidade (:
Porquês (x
"Adormeçes num sonho , caminhas na ilusão , escondes-te da realidade pois tens medo de a encarar , para que
viver na ilusão de um sonho ? caminhar num caminho que corresponde a nada na realidade ? Sofrer por um objectivo perdido ? acreditar numa felicidade elaborada por fantasias ? Escrever linhas e linhas de uma história que terá de ser apagada e rescrita ? Viver num porque constante ao qual nunca nada , nem ninguem vai conseguir satisfazer ?Existir por existir , e não saborear cada momento da vida ? Perder prazeres do dia-a-dia ? acreditar num mundo paralelo e viver nele ? criar um rio de lágrimas que nada significam ? Ser iluminado por uma lua sem brilho ? Viver num labirinto de incertezas que não têm respostas ? Dar valor à inocência da imaginação ?
Estás , estives-te ou estarás a fazer.te todas ou uma destas perguntas um dia ? normal ,natural ,infeliz (: Boa sorte pode ser que encontres uma resposta eu não a tenho. "
Mafalda Furtado 10/08
terça-feira, 31 de março de 2009
Estrada
Quem decide afinal o que é a nossa vida ? quem desenha o nosso caminho na estrada sem percurso marcado que é o destino ? quem faz da vida um conjunto de porquês , aos quais queremos forçosamente responder ?
Quero Sonhar , Acreditar , Saber responder a todos os porquês que constroem a essência da minha vida ,quero Viver !
Começo
Entristece -me a imagem que tenho vindo a construir dos blog's que conheço , maior parte destes contém a mais bela combinação de dígitos nas suas frases , mas as mais tristes palavras, são resultado das reflexões acerca das mágoas que um Ser encara toda a sua vida ,
resolvi construir este blog por sugestão de um amigo ,
não quero que este seja um espaço sempre triste nem sempre alegre , quero que reflicta o meu viver diário e que passe a minha visão sobre o mundo ! (: