quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Re(começo).

DUAS MIL E NOVE vezes que podia repetir , mas não era por isso que tinha maior significado !

HAPPY NEW YEAR

Embrião.

Afinal tudo não passa de uma pequena semente que vai crescendo em mim , sim cresce e cresce e não pára !
Eu tentei acredita que sim mas a confiança superou.te e agora esquece .
Não , não esqueças ... Cresce !
Só peço que esse embrião se torne tão rapidamente quanto possível em algo com que eu possa viver.
Não me acho grande , mas sei que não estás a uma altura suficiente para eu estar ao teu alcance , tão depressa desces , como sobes muitos degraus .
Vou tentar esperar , prometo .
Afinal a semente continua a germinar , não faças arrancar a folha que com tanto esforço já cresceu !
Sabe(s) bem Criança «3

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Depois.

Adormeçer num sonho , acordar num pesadelo .
O que antes se podia tornar belo , agora torna-se na dôr , tristeza e depois?
Depois , não sei .
Não , não sei achas-te que sabia , por momentos acreditei que soube , agora espero por um depois , por outra reacção , por outro momento , por outras palavras.
E hoje depois , penso de outra forma , penso que me perdi na insegurança e que agora por isso me perco na dúvida, pensei em mim ?
Sim mas não só , garanto-te !
Estou a arrepender-me mas por quanto tempo ?
E se depois me arrepender ainda mais ,
vou pensar no passo ...
Não sei nada!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pomba.

Um lacrimejo , que simplesmente não pára , não quer parar .
O papel antes escrito com as mais belas palavras dos mais belos momentos , torna-se agora numa estaca cheia de dor , saudade .
Por todas as vezes que não disse : "Obrigada " ;
Por todas as vezes em que não o ouvi.o : " Gosto muito de si ! "
Está uma marca profunda em mim , que nunca ninguém a apagará .
Desculpe a pouco receptiblidade , falta de compreensão , de contacto .
Houve tanto a ficar para trás .
Tanto que podia ter sido feito , dito e não foi , tanto que agora fica dentro de mim a criar culpa , constrangimento.
Não vou dizer um adeus , a minha pomba branca só deu um saltinho para fora da gaiola , voô para tão longe que não a vejo , mas sinto-a tão presente como se voltasse a contemplar.me novamente em meu redor com o seu belo explendor , a sua enorme vontade de voar , tão longe quanto possível .
Pedir que regresse é escusado , ninguém vai responder a este auxilio.
Nada será negro , espero que exista felicidade para onde foste e ficarei cá a tentar orgulha-la.
Um Beijo de eterna saudade,
Rest in Peace Grandmother.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Lágrima.

Os olhos abandonam as gotas de água, que desprotegidas (es)correm o rosto.
Cambaleando sobre a pele como se não exisisse um fim, como que se afinal nunca chegasse a ser despertada a cair.
Como se mantivesse sempre pelo olho e não fosse libertando consigo pequenas das pequenas gotas de água doce anteriores , e estas não se apoderassem do rosto.
A autorização para a vermelhão em que a cara fica não existe !
Mas isso também não altera o facto de ela assim estar !
A visão está desfocada e não existe nada que a possa deixar melhor.
Não há volta a dar, a única esperança está na escassez.

Pendulo.

O fio carrega o pendulo , de peso suave , pedra preciosa , desconheçida e encantadora , que efeitiça qualqer olhar !
Brilha , com a "luz"o seu material cintila.
É tudo uma miragem.
A pedra é falsa.

Tinta.

Apesar do bico estar seco , a caneta continua a marcar o papel , e assim ficarã para sempre marcado , não existe tinta mas a candeta não deixa de existir a exercer presão sobre o papel , amaxuca-o mas pouco !
Mas pouco é alguma coisa, pouco provoca mudanças , pouco torna o papel antes virgem em usado.
Uma gota de tinta integra sempre no papel.
A fibra está consumida, existem partículas desintegradas...

Moeda.

Começo a pensar que todo o mundo tem duas faces , tal como uma moeda , vira-se e existe sempre outro lado mais pobre que se desconheçe até que a moeda gira , dê uma volta de 180º e revele o que existe do outro lado o que a completa e por sua vez também a ocupa.
A verdade é que já não se pode esperar de nada , nada , o mundo está sempre em mutação e nós giramos e mudamos com ele.
As voltas são intermináveis até que o balanço se perca de vez , o impulso seja nulo .
E não exista outra volta a dar !

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Extracto.

Devagar, tanto quanto possível !
Tentarei voltar ao ponto em que não passaria de um extracto na minha memória , um pedaço tão pequeno quanto à força que existe para o reduzir !
Não espero que se apaguer , só peço que não torne a crescer .
Não existe plenitude...

É só.

Em tempos jurei não existir um corrector. a tinta ser permanente...
Mas é apenas mais um produto barato , é só isso um , mais um produto que quando investigado profundamente se descobre que as aparências iludem.
É só isso uma embalagem com um conteúdo vazio.
Não passou de uma falácia !

Encalço.

A rede está a prender-me os pés (novamente) , estou presa ao chão sem me conseguir mexer (novamente) , tudo o que parecia perto agora está longe (novamente).
Começar a cansar o pé que está sempre atrás , estou farta de estar parada , de fazer tudo e não fazer NADA !

Inércia.

Não é ciúme é saudade , é esta a sensação de inércia que me ocupa e persegue , vejo-te a correr mas não te consigo apanhar.
Longe vão os tempos em que eras tu a vir agarrar-me para que não fosse eu a fugir , para que me mantivesse perto de ti !
Mas o tempo passa e um dia tornou-se tarde de mais.
A corrida acabou.
Hoje é tarde demais !

22/09/09

Impulso.

Pequena descarga eléctrica que invade a minha cabeça, não és suficiente forte para reflectir sob meu corpo a tua força , eu sou mais forte e é isso que esperas e não queres que seja !
Não o faço para te contrariar apenas por que sinto necessidade esse é o refleco do teu impulso em mim.
É esse o único produto desta equação.
Não existem mais hipotesses , o resultado é inalterável .

22/09/09
Biology class

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Book.

Voltaste-te a abrir , para que ?
Dúvido que desejes uma nova leitura , o final é sempre o mesmo já sei , já li e re-li várias vezes as últimas paginas , as primeiras ficam na memórias mas cada vez que as tento relembrar , voltas a fazer com que salte até às últimas .
Não vou ler outra vez , hoje foi a última.

História.

Prefiro escrever uma história , uma história de onde ninguém veja surgir nada semelhante à minha imagem , talvez um livro , em que nenhuma página precise de estar em branco , onde não exista rabiscos .
Apenas linhas certas , com as palavras certas , sem pensamentos incertos onde eu não me possa perder .
Chega de vislumbres , de melodias sem final , pára tudo .
Só a chuva tem direito a falar , não quero ouvir mais nada .
Gosto do chão alagado , existe muita gente a precisar de escorregar , para voltar a erguer-se mas desta vez para um sítio onde não existam poças para tropeçar.

Regresso.

Nasceu o dia , os olhos teimaram em não abrir , e eu mantive-os fechados por breves instantes . O desejo era de um bom (novo) ínicio .
Não esperei nada , deixei que tudo anda-se , sem surpresas ou sobresaltos .
Algo está próximo de mais , outrém afasta-se e outrém aproxima-se , não se quebra a establidade porque não existe atenção , não há desenrolar, está tudo bem assim .
Movimento inesperado, a establidade quebra , mas a força contraditória torna tudo igual , e tudo volta ao (anterior ) normal .
Detesto surpresas .

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Rotina.

Foge , vai , vai , estou a implorar-te , deixa-me , não quero que me persigas novamente .
Sinto-me tão bem sem ti , sem precisar de te ter , a liberdade sabe tão bem , o pensamento está tão livre , está tudo tão imperfeitamente perfeito .
Só sopras para longe , o que quero por perto , e para perto o que desejo ver longe , a minha opinião não vai mudar , afasta-te !
Só farei o uso necessário , tudo o resto sou eu que decido .
A confusão apodera-se quando te aproximas , não chegarás muito perto desta vez , houve muita coisa a empurrar-te e agora estás a uma distância razoável .

Branco.

"Um papel em branco , tanto para dizer (...) ! "

Só mais um dia , hoje foi um dia como os outros , foi só mais um dia em que acordei e não pensei em nada , deixei que tudo surgisse ao seu ritmo e que o dia desabrocha-se , tentei só não cair enquanto sai-a do aconchegamento que me abraçou tantas (poucas) horas , desejei " Abraça-me outra vez!" , mas tão rápido me lembrei porque sentia o frio agora e preferia ficar assim , só e tão simplesmente, sem frio e sem o calor de um abraço .
No fundo , tudo se baseia numa busca pela establidade .

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Basta.

Aquela sensação incontrolável que existia em mim pareçe desapareçer aos poucos , já não sinto a imensa necessidade de te ter por perto , já tudo são memórias e já nada será como foi .
É uma lembraça possitiva , não foi uma queda , não foi um tropeçar , foi apenas um mais um degraú que subi sem varão , sem segurança, mas os pés agora sabem ficar acentes no chão e não se levantar por mais que tudo empurre em sentido contrário.
Começa tudo a fazer sentido , está tudo estável novamente , não existe nada a confudir-me os sentidos , pode estar apenas " a jogar" às escondidas , mas para mim isso basta.
O passado basta !
Não vou querer lembrar que existe sempre o amanhã !

sábado, 22 de agosto de 2009

Lotação esgotada.

Ocupas mais de metade de mim , e embora a mim me pareça eu sei que isso não me faz bem , não sinto quem me rodeia , e só me foco em apenas um alvo .
Enquanto o "espetáculo" dura , são poucas as cadeiras que não estão reservadas , guardo diversos lugares na esperança que isso te faça mudar de ideias , mas mesmo assim a lotação para ti está sempre esgotada, não compras o bilhete e muitas vezes nem sequer te dás ao trabalho de querer saber as horas , não sei o que pretendes , mas fico feliz porque sei que tu própri(.) não sabes também !

Meio termo.

Por não conseguir perceber , não consigo chegar a esse meio termo , o barco está sempre a balançar e não encontro esse equilibrio de que tanto preciso para me manter em pé ou pelo menos não sair borda fora , tudo é demasiado ou insuficiente .
A atenção está onde eu precisava que não estivesse , mas na verdade não sei , não sei o que preciso ou pelo menos o que quero , portanto estes lados estão bons .
Só não quero cair , não me sinto segura para procurar o meio termo , o barco balança demasiado !

Algodão.

É branco , fofinho, tão bom de se sentir , de tocar .
Desejável , mas não é uma vontade incontrolável e é por isso que me mantenho longe , não quero suja-lo desnecessáriamente .
As poucos apercebeste-te disso , custou-me , custou-me ver-te afastares-te devagar para que não sentisse, para que não me custasse . E é assim que achas que se sucedeu , mas não foi , custou mais do que tu imaginas e do que eu queria .
E custa cada vez que te evito , que sobreponho , mas não te quero fazer sofrer e é a isso que me agarro , só por gostar tanto de ti , não te quero perder por nada.
A segurança é tudo , e o instinto vale demasiado !

(Re)Crescer.

As sementes voltaram a ser colocadas na terra, agora regoas moderadamente para que não voltem a morrer afogadas .
Tento que o sol não as mate .
Não reparas mas o esforço é enorme para que floresça novamente , o que em tempos vi existir , ignorei tamanha beleza e utilizei apenas a sombra , um uso desnescessário , gastou-se tudo e não há nada que se re-aproveite , ambos sabemos disso .
Não vale a pena lembrar o passado , se foi tão espezinhado e apedrejado.
Espero que as raízes se criem , para que se um dia tudo murchar , exista algo que faça lembrar que existiu.

Pergunta.

Porque ,
porque não esclareçes logo essa dúvida , de que tanto achas ter a certeza ?
É desconfortável não conseguir ler nos teus olhos o que pensas , ou ver demasiado otanto que te assombra .
Interrogo-me sobre a resposta que te daria , não seria um "não" , mas também não te diria , porque a tua vontade de conheçer não seria suficiente , para mercer total sinceridade .
Preocupa-me o facto de te aproximares sem medo e te afastares à velocidade da luz para esse buraco negro , onde tanto morre.
É tudo demasiado estranho.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Exagero.

Por vezes considero ridículo o tempo que gasto a deixar que a mesma música se repita e a tentar proteger a frase de um ponto final que nunca mais deixe existir um novo parágrafo.
Mergulho num mar desconheçido e o oxigénio falta enumeras vezes , mas mesmo assim eu continuo a tentar submergir a cada e cada vez mais fundo , tento parar e esperar num sítio de onde tu ou alguém não me possa arrancar , tento não chorar outra vez , mas as lágrimas são mais fortes que eu , por estar tão perdida e não encontrar algo a que me agarrar.
Nunca estive tão frágil .
Larga de uma vez por todas , por mim chega .

domingo, 9 de agosto de 2009

Distância.

É como se não existisse , que mesmo quando toco o vazio eu te veja e sinta lá !
A perfeição de momentos envade-me mesmo que estes sejam apenas frutos da minha imaginação ou memórias passadas .
Agora sei que quando te que peço que esperes e oiças por um segundo o que tenho para te dizer não o fazes ou simplesmente , não escutas apenas ouves .
Não serve de nada , não sei se algum dia valeu a pena , ou algum dia quererei rir-me do que hoje escrevo .
Estou a milhas de ti , e tu estás apenas a poucos passos de mim.
"And why can you just hold me ? And why do i still care? "

Insuficiência.

Continu-o sem saber o que me puxa , é tudo tão vago e tão pouco .
Não sei se és tu , se é apenas uma ilusão que eu persisto em perseguir e viver , não é o cheiro , nem a imagem e tão pouco são as palavras .
É a memória, as recordações que prendo a mim e não consigo afastar para longe, e que mesmo libertando algumas vezes uma pequena percentagem delas as volto a agarrar quando me fazes relembra-las.
E foi mais um momento que quero tentar não me lembrar do que tanto anseio esqueçer , quero só não te dar a oportunidade de poderes escreveres e carimbar a tua presença em mim.
Escolhe de uma vez por todas , deixa-te de essa insuficiência de certezas , não vou esperar para sempre , existe outro cabo de segurança a levitar-me do chão , não hei-de cair ao tentar chegar a ti.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Renascer.

As cinzas juntaram-se , e de entre todo o pó , vi erguer-se o corpo que já tão bem conheçido me é !
Ergueu-se da mesma forma , a forma como se formou , de tão perfeita rapidez .
Quando acho que o vento te soprá para longe , o caminho dele vira e vens (de novo) de encontro a mim , um empurrão , um leve tocar , duas vezes , e tudo recu-a , ou fica onde sempre esteve de forma diferente e ao mesmo tempo tão igual.
Os traços cruzam-ze , a linhas tornam-se direitas mas tão incertas , com breves pausas , mas carregadas ao fim de tais intervalos .
É tudo o mesmo de tudo !
O mesmo vulto .

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Pausa.

Depois de um longo percurso fiz uma breve pausa para respirar , o folgo já era raro e demorou a recuperar.
Deixei que o coração abrandasse e voltei a correr contra o vento , contra o tempo , ignorando o facto que todo o meu corpo fraquejava e tudo o que queria era não olhar para trás, eu sei , sei que não preciso de olhar para trás para saber que ainda lá estás ,que voltaria apenas a olhar para a tua rectaguarda , e que a escoridão voltaria a assombrar-me por breves momentos e a luz haveria de chegar .
E eu olho para trás , olho porque sou fraca demais , esta força é superior a mim, e o parágrafos não se fazem , apenas pontos finais , de eternas linhas de nada , farta e cansa esta visão , não existe vislumbre , o que existe ?
A mão só toca o vazio e é só mais uma linha .

terça-feira, 21 de julho de 2009

Dupla.

Quando acho que é só uma face que existe , a moeda vira e torno a desiludir-me com a ilusao que tinha de ser apenas uma .
Vira e eu peço-lhe que vire outra vez mas não, não recebe esse embale para me mostrar o lado que desejo .
E eu não me contento com isso, e tento unificar a moeda , gasto toda a energia que tenho , mas no fim nada vale a pena , porque já valeu e não valerá mais .
Só resta esperar .
Só resta afastar-me do vento para que não sopre o pouco que existe (de ti) para longe (de mim).

terça-feira, 14 de julho de 2009

Crepúsculo.

Após o crepúsculo lembro-te com maior facilidade , não sei se é ele que me inspira a tal , aquela luz que páira no céu ao se iniciar o anoitecer, e é nesta altura do dia em que a força para controlar aquela vontade cresce , se assim não fosse como seria ?
Mas canso-me que roubes o meu olhar , e isso não te cheguei , que roubes todos os meus sentidos , e que depois disso continues sem perceber , mas já não olho tantas vezes ao céu , fecho as portadas na esperança que como a luz tu também não consigas chegar a mim.
Não venhas hoje , por favor .
Vou só tornar a fazer um ponto final , esperar que desta vez a folha se vire finalmente e as minhas palavras parem de oscilar fazendo uma pausa na página anterior...

Cem.

100

Cem vezes que (vos) lembro , quantas mais se seguirão ?

domingo, 12 de julho de 2009

Verniz (vermelho) .

Cheiro forte e futigante .
Mas de tão agradável fragrância e de tão bela cor , torna-las fortes e (toda) eu fortaleço também.
Chamas a atenção , e os olhares direccionam-se para ti, não consigo olhar-te nelas muito tempo sem que a tendência de me embelezar se apodere de mim, a ridicularidade atinge-me , mas não vem sozinha , eu digo : " Olá" e sorri-o , sorri-o como se tudo estivesse ao meu alcance .
No fim não consigo perceber bem o que se passa, umas vezes lascado , outras em perfeitas condições , não sei se devo preservar-te , ou deixar-te ir ao poucos , vou pensar!

sábado, 11 de julho de 2009

Ti.

"Um, dois , três vou nascer outra vez . É só contar até três " .
Para ti que te interrogas e tentas perceber quem será este (tu) , de que tanto falo , sobre o qual tanto escrevo , não percas tempo , não saberás sem que eu te diga , e tantas vezes também gostava de saber !
Neste ciclo sem paragens , percorro demasiados caminhos diferentes para te indicar uma estrada por onde me possas seguir , apenas deixo os trilhos para se exister uma pequena vontade da tua parte.
Mas não (me) leias onde não encontras água para a tua sede de sabedoria.
O meu mundo é demasiado oculto , para permitir-te acender uma luz e encontrar respostas !

Sucesso.

À medida que vejo suceder-se a cada dia , mais cresce o meu receio de o ver desfalescer , receio que ditados como "quanto mais se sobe maior é a queda" se tornem mais uma vez numa verdade.
Sinto-me tão bem ao ver tudo crescer de forma tão (demasiadamente) saudável , mas pergunto-me , não estarei a iludir-me ?
Estou a dar passos tão curtos e seguros , quanto os meus pés me premitem , e por isso não tenho medo de me arrepender de tropeçar .
Sabe(s) demasiado bem !

Prioridade.

Foste-o durante tanto tempo , que agora já perdeste esse posto , a tua importância mantem-se mas agora terás de lutar para a ter , sei que é fácil para ti o conseguir , e para mim (tornar a) dar-te , mas desta vez a minha postura não será tão subsceptivel , e não me "entregarei" tão facilmente.
Dou-te a segunda oportunidade , quando já me des-te tantas e eu as neguei , desculpa !
Só revendo vejo que fui eu que não deixei que quebrasses todo o gelo , que nada se torna-se numa rotina ou algo mais forte , agora ilucido-me de todas as chances que tive para (te) ter .
Vamos à luta ?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Choque.

Petrifiquei , não quis acreditar , como é possível ?
Não sei o que dizer , fazer, porque tu ?
Não dá para acreditar , recei-o tanto ver-te de um momento para o outro caminhar para longe , e morro de medo que me leves contigo nesse caminho .
És estúpido , odeio-te e adoro-te tanto , só tenho lágrimas para isto , recei-o que a força se esgote , foi tudo demasiado estranho , demasiado rápido , nunca pensei ter algo assim tão perto e ter de lidar com tudo isso , vai ser complicado .
Não tenho palavras, estou em estado de choque , nunca temi tanto algo !
Diz-me que tudo é mentira , que não passou de um pesadelo , diz-me por favor !
Nem esqueçer posso .

Fotografia.

Gosto de olhar para ti , e acho engraçado o meu arrependimento em todas as vezes que deixo que os meus olhos cruzem com os teus , e sejas o alvo para a camâra.
Mesmo com todo o esforço para que a imagem fico focada, existe sempre algo que a faz termer mas quando a revelo está perfeita e tu estás sempre lá , lá para seres o centro das atenções , e inferiorizar toda qualquer outra que esteja colada no albúm.
Já não existem mais molduras onde te colocar , ocupas-te todas e mais algumas que estivessem ao meu alcançe , e quantas mais ocupo (contigo) , maior é o número que tenho de baixar cada vez que me transtornas !
A lente está a sujar-se e o pano demasiado gasto .

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Suspiro.

Algo que ocorre de forma tão rápida e breve como um arripiar, o corpo solta por momentos o sentimento que o assombra num leve pronuncio que esgueira do interior.
Este ar contorverso com o respirar , cheio de palpitações e num ritmo intenso e incronometrável .
De longe, temo ouvir algo que so-e de forma igual ou parecida , que este seja de encantamento e não de preocupação, que me faça perder-me pelo caminho para encontrar o dono .
Correria se soubesse ser eu a causa de tal acontecimento , parava apenas em frente , mas desta vez cara-a-cara , não de costas como em outras vezes que já marca(mos) no livro.

Insegurança.

Acho que é isso que te afasta de mim , que de certa forma te afugenta , mas não consigo perceber muito o porquê ...
Pergunto-me, qual o verdadeiro motivo para te manteres a uma distância razoável , não sei o que tentas compreender , mas muito provavelmente não é o que devias perceber na realidade , assusta-me o que possas intrepertar , mas neste momento não me preocupa .
De certa forma , já não me intressa o que achas ou te passa pela cabeça.
Fartei-me de ver o barco a balançar .

Balão.

Vejo tudo isto como se fosse um balão , um balão que não se fura , apenas recebe ar , umas vezes és tu que o enches , devagar e estranhamente , outras sou eu, dessas vezes nada se altera, é como se o meu ar nao fosse forte o suficiente para penetrar dentro dele .
O vento sopra , mas o tamanho mantém-se ou diminuí , o tempo leva ar , e tu já não me deixas forças suficiente para o suster e prender dentro do balão, já gasto demasiadas a evitar que o fures.
Espero a todo o momento , que não te consiga agarrar e voes para sempre .
Ou ates o cordel e não corra mais esse risco !

terça-feira, 7 de julho de 2009

Barreira.

Nada fluí , como se juntassemos ambos os tijolos e contruissemos outro obstáculo a separar-nos , desta vez uma parede , não procuro a porta e a janela , porque não deixas-te que existissem , tapas-te sempre os buracos , mas eu abri sempre fendas que me deixassem a oportunidade para ver esse lado que tanto queres tapar !
Diria-te que gostei, de apenas um , mostraste-me dois lados , mas um não me fascinou , e antes que te perguntes sim podia viver com ambos , mas agora também constróis sozinho um foço , para que "tocar-te" se torne mesmo impossível !
Larga a dupla personalidade , "unifiza-te".
Não sei onde queres chegar com tudo isto, talvez mais uma vez a lado nenhum .

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Compreensão.

Não é nada disso , não percebes porque nunca percebes-te e não queres nem irás perceber algum dia.
Todas as oportunidades para deixar que me conhecesses esgotaram , gastas-te não uma por uma , mas de muitas em muitas , eliminaste tudo o que existia de agradável, agora espero que gostes de ouvir o meu silêncio soar , é tudo o que tenho para te oferecer .
Espero que nunca sintas arrependimento , porque ai não terei pena de ti , e apesar de tudo , não te desejo mal !
Tenho pena mas também me fazes sofrer , mais do que mereço.

05\7\09

domingo, 5 de julho de 2009

Vingança.

De um minuto em que tudo corria bem , roubas-te um segundo . o segundo suficiente para que todos os minutos seguintes se estragassem, detesto-te , um não chegava , escusadas eram as falinhas mansas de quem quer adoçar a fera , não te vou agradeçer nunca por isto , custa-me que o tenhas feito .
Agora estou vingativa , não sentia esta sede à bastante tempo , agora farei tudo o que for preciso para a matar .
Esta prova foi longe de mais , não há consequências a medir , quem me provocou foste tu !
Agora limita-te a observar o produto da tua "brincadeira" .

(Re)corte.

Estou a cortar os pés nos cacos do copo que deixas-te quebrar à minha frente , logo agora que todas as feridas já formaram uma crosta , abriste novamente brechas (em mim) , estragaste tudo , as crostas podem nunca desaparecer totalmente agora que a força faz sarar novas feridas !
Revolta-me a forma como ajes , vou lembrar esta acção , e não vou deixar morrer esta memória . Deste-me a força que precisava para a indignação , agora desaparece , arrastarei tudo o que me aparecer à frente para esta manifestação de grito mudo .
Estragaste tudo , obrigada agora conheço a fúria !
Indignação é pouco.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Entrada.

De um caminho onde só via saídas, vi surgir uma entrada, entrei em pequenos passos , a porta atrás de mim fechou-se , e estava tudo escuro , segui apenas a tua voz , esse som melodioso , que me chama por encantamento, proveniente da magia que trazes em ti , pode ser imaginária , mas eu sinto-a e vejo-a em ti !
Tens poder e sabes disso, olho-te nos olhos e se não desviar o olhar sei que ficarei presa demasiado à tua imagem , por isso desvi-o vezes e vezes sem conta , sem que percebas que te tento ignorar na esperança que (não) repares em mim.
Mas é tudo demasiado (menos ) bom , quando a porta se abre já não quero sair , a vontade é de permanecer para sempre, não deixas e sou obrigada a sair à força .
Então se não me queres por perto, não imitas esses sons que me atraêm.
A culpa é tua e pára de nega-lo !

terça-feira, 30 de junho de 2009

Montanha.

Demorou, subir de tão baixo não foi fácil , mesmo estando empenhada no que queria ,mas depois de tanto esforço conseguí finalmente chegar ao cume .
Agora que aqui estou , lembro-me da força com que o vento me empurrava para baixo , de como tantas vezes fui ao chão , não sei porque não desisti , mas agora estou feliz por conseguir ter terminado a subida .
Mas não me vou esqueçer de todas as pedras que me atingiram a cara.
Não sei o quão difícil será manter-me aqui em cima agora , mas espero que valha a pena, se não valer descerei de cabeça erguida e não volto a tentar subi-la , utilizei forças demasiadas numa só caminhada!
Acredito!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Recuperação.

Demorou mas agora sinto-me cada vez melhor , aos poucos e poucos abandono o que me "parti-a" , e não percebo porque não o fiz antes , já sofri tempo suficiente , agora vou deixar que o gesso cele tudo, tudo o que quebrei ultimamente , mas não vou deixar que exista espaço para o que me provocou dôr, isso são apenas imagens em mim , memórias e não vou relembra-las , nem quero que o futuro as repita.
Quis demasiado e agora perdi tudo , mas desisto , não vou lutar pelo primeiro prémio, já saí da falência e isso é o suficiente.
Não preciso de luxos.

Elástico.

Por vezes ,
Por vezes esqueço tudo , esqueço que existe um mundo em meu redôr , e deixo-me soltar a tensão que desde à tanto tempo já tenho acumulado.
Nestas alturas sinto-me livre , já nada exerce presão em mim , e eu sorri-o , sorri-o porque já não à nada a puxar-me ou a dobrar-me de forma que eu não queira , não faço nada para isto acontecer , mas acontece e sabe bem .
Estou farto de ser esticado para alcançar algo , não poder relaxar sem pensar que assim não atingirei o pretendido.
Quero ficar assim para sempre, sabe bem .

Mudança.

Sinto que o mundo está a virar-se ao contrário , não estou a conseguir virar com ele , eu quero !
Respiro ofegadamente depois de correr atrás dele , mas não pára!
Pára por favor !
Espera , eu vou contigo , eu mudo , dá-me apenas tempo .
E tu ? Porque olhas ?
O mundo não vai sorrir para ti se não correres para ele , esperas que caí-a do céu aquilo que desejas ?
Faz-te à vida !
Não consigo ter controlo em nada , sempre que o tenho cometo um pequeno deslize , que me leva a uma grande queda, e fico presa durante muito tempo a este buraco .
A corda rompeu-se e agora só resta deixar que o tempo passe e tu me oiças .
Ouves-me ?

Posição.

Cansei-me de tentar ler as tuas entre-linhas , não percebo porque continuo a deixar o cronômetro avançar tanto , já ultrapassas-te todos os limites de jogada válida , estás em último lugar !

Odeio-te.

Estou indefesa e frágil novamente , és tu (agora) quem me dá este peso !
Apenas não consigo sentir ódio , porque ele não existe em mim , mas estou farta , do quão presa estou , quero apagar-te para sempre !
Vou dar-te um ponto final , e aí não existirá um novo parágrafo , é isso que tanto pedes e queres ?
Explica-te , não me invadas de dúvidas e incertezas .
O tempo já escasseou demasiado , as palavras esgotaram com ele , e o deserto que me ocupa avança cada vez mais , não sou nada e (agora) toda a culpa é tua , pára de forneçer energia a uma lampâda fundida.
Chega !

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Partes.

Pés, Pernas , Anca, Barriga, Tronco , Braços , Pescoço, Cabeça .

Não olho para elas ...
Mas quando chega a morte, só elas ficam, só os membros não morrem.
O coração pára , mas isto continua a existir.
Uma estrutura para algo inactivo, algo Morto !

Apagar.

Rasguei a folha ao meio , voltei a rasga-la , e novamente repeti a acção.
Era uma folha escrita , mas não por mim , eu só a risquei .
Um mero papel , cheio de palavras . Mas no final ,de tão enorme texto só largavas profundas incertezas .
Magoa-me que o tenhas escrito , porque não o deixas-te intacto ?
Em branco?
Porque o escreves-te , se agora o risquei e cortei aos mil pedaços, tão pequenos quanto tu ?
Ainda me lembro de me lembro de cada frase, sim ainda guardo na memórias as lembranças que já apagaste de ti.
Mas percebo porque o fizes-te , estava tudo dito nesse papel , o texto foi grande , mas teve um fim.
Tudo de nada.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Parede.

Empurraste-me de tal forma violenta que fui contra ela e voltei vitima ainda do mesmo impulso , esbarrei-me de tal forma que a face ficou negra como o alcatrão e roxa como uma violeta é só mais uma das tuas marcas .
Porque não voltas?
Vem , empurra-me novamente , até eu cair de vez e não me levantar, se vens quando não peço , porque não vens agora que te imploro?
A parede estava branca , mas tu pintas-te a minha cara de cor diferente , por breves segundos , mas mudou de cor , depois alastrou-se por todo o corpo , por fora e por dentro!

Queda.

Recupero todos os sentidos depois de uma grande batida , até já consigo gritar , gritar (para) o nada que me ocupa , nada me ouve tudo me eco-a , oiço a minha voz repetida dentro de mim, não estou oca eu sei que não , ocupam-me pelo menos as palavras que não quero escrever , não irei pronunciar-me sobre esta sensação que desconheço já ter vivido. A pedra estava ali no meu caminho , eu só tropeçei nela e cai , cai porque não me tentei equilibrar , deixei-me desvanescer , para ver se continuavas no mesmo lugar e sim estavas lá e fico feliz por isso , fico porque tu não sabes que lá estás mas tal como lanças-te uma pedra para o meu caminho e me fizeste cair , eu deixarei que agora fiques no mesmo sitio de forma intacta como uma pedra. É tudo o que mereçes , o chão .

Vazio.

Outro dia não , outro dia em que não te consigo esqueçer , em que choro e deixo mais uma vez as minha lágrimas serem a tinta para te lembrar mais uma vez, outro dia não , em que não me esqueço, em que grito, e deixo mais uma vez a minha raiva e dor serem a denúncia deste grande amor .
Não consigo deixar de soprar para o papel na esperança que as minhas lágrimas pintem um nome diferente, só hoje , só quero que hoje, a minha voz grite outro nome, que a minha mão escreva outro mundo e que o teu cheiro deixe de ser o ar que respiro, quero poder ver , quero poder sentir , sem que seja o teu toque que relembro , que desejo.
Roubaste-me todos os meus sentidos , todos te pertencem , e magoa-me que não percebas, que estou sufocada por teres substituído o meu oxigénio pelo teu perfume , e agora desmai-o por não me pertenceres.

Marta Ramos & Mafalda Furtado
19 de Junho de 2009

Libelinha.

Custa-me ver-te a caminhar para esse encurralamento , mas não te vou alertar , porque eu também já lá estive , eu já vi e vivi essa vida que agora vives , mas mesmo assim não te compreendo.
Tens asas , faz como eu e sai daí , não deixes prender-te , vais ficar demasiada agarrada e a quando saires a floresta que até então desprezaste existir , vai ser agressiva na tua recepção.
Gosto tanto de ti , dura mais que um dia, és diferente das outras libelinhas , eu sei , tu consegues voar alto !
Foge .

Poço.

É isso que me fascina , a profundidade e vastidão de coisas que em ti pode existir , desculpa-me mas é mais forte que eu , quero perceber porque que o teu mundo é oculto , porque não me dás o direito e deixas que a luz da minha lanterna te ilumine por completo?
Porque ?
Não percebes mas e é por isso que continu-o a procurar-te !
No fundo sou egoísta , só me interesso pelo meu desejo de conheçimento, a culpa não é de ninguém , apenas da minha curiosidade por algo aprofundado , já que no mundo grita a escassez de interesse .
Mas por vezes tornas-te tão seco , tão pobre que me dá vontade de nunca mais lançar o balde e procurar nada em ti !
A esperança não morre , eu sei que encontrarei ,como sempre, o conforto para a minha sede .

Protecção.

Ás vezes olho e vejo a tua sobra , a tua imagem reflectida como um manto preto no chão , assusto-me e nunca chego a ficar conformada por não existires mesmo e não estáres ali ao meu lado , por a porta se abrir sozinha em vez de ser a tua mão a empurra-la, por o vento continua a
provocar-me arrepios frios e não estar ali nada a proteger-me (dele) .
Mas depois fecho os olhos por um segundo e sinto aquele toque , viro-me e abraço o que de melhor existe em mim !
Obrigada.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Confusão.

É estranho , a tua (in) certeza , o teu (não) à vontade , os teus (in) seguros abraços .
Desculpa , o arrepio não corre a espinha !

Película.

Foste embora mas por mais estranho que pareça não sinto a tua falta , apenas a tua importância continua a fazer-me pensar em ti .
Apenas e tão só isso , não é o facto de não estares a meu lado , mas sim um dia já teres estado , e é disso que me lembro , é nisso que penso , quando estivemos ambos , no mesmo sítio à mesma hora , só !
Não há nada mais para recordar , todos os episodios em que fazias parte do elenco , começavam sempre de igual forma, aquela em que eu sorrio , e terminavam tambem igual com a minha mágoa .
O meio era o único que não tinha uma maneira igual para acontecer , e é disso que (nao) me quero lembrar, era nessa parte do filme em que a ilusão se tornava a minha vida.
Chega de memórias , o sol há-de queimar de vez o rolo da película , e aí (re)acabará para sempre .

terça-feira, 23 de junho de 2009

Risco.

A rua não voltará a ecoar o teu nome , estás baixo demais , cresce !
Mudei de disco.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Tesouro.

Continuo ,
Continuo nesta busca , por algo que não sei ao certo do que se trata , o que é , ninguem me responde , onde está , o mapa desconheçe o paradeiro , como é , o meu tacto não sabe !
Vasculho entre as caixas , lembranças antigas , coisas que até desconheçia existirem , encontro tudo , tudo aquilo que não necessito, aquilo que os meus olhos precisam de ver , o ofacto quer encontrar , as mãos querem sentir , não está no meio de toda esta "tralha".
Às vezes sonho com o X , que marca a presença do meu tesouro ali , mas que lugar será ?
A memória não me deixa recordar, apaga cada pista sempre que acordo.
Mas não desistirei , por (...) a minha busca é interminável !

Acréscimo.

Como se visse tudo recuar , sinto que um amanhã pode deixar de existir , posso deixar de sonhar , é tudo muito incerto e inseguro , quando plane-ei deixei todas estas hipotesses de fora , e agora vejo-me frente a frente com esta termenda angústia de não saber ao certo o que esperar, afinal o que estará para vir ?
Não compreendo , e não quero tentar perceber , a ignorância é mais reconfortante , mas e se um dia isto significar o fechar das portas para um futuro mais longo ?
Temo a vida.

Ar.

Se te respirasse a ti apenas morreria !
Não te culpo por isso, porque a culpa é minha de tantas vezes que corto a respiração para não te respirar, de tantas vezes que fecho a janela para não te sentir, de quando me atrevessas e fingo que não me tocaste, não o faço maior parte das vezes com intenção.
Tal como não te crucifico por cada vez que ignoras o facto de eu precisar de ti para viver , peço que (me) compreendas cada vez que não oiço o teu sussurrar, não me deixes asfixiar !

Buraco.

Não vou cair mais em ti, vou saltar-te mais uma vez , todas as vezes em que tornares a apareçer diante de mim.
És demasiado fundo para te tapar, mas o meu passo é longo o suficiente para te conseguir ultrapassar .
Trepei demasiado da ultima vez em que tropeçei e sem querer fiquei dentro de ti , mas não vou repetir , o meu rumo mudou , e tu estás cada vez mais pequeno .
Para que mentir , os meus olhos continuam a ver-te do mesmo tamanho , tão grande como não és !

Tela.

Hoje percebi que te conheço melhor do que pensava, não és o que idealizei de principio , mas sei como és , essa tua aparência branca e quase sem brilho não me deslumbra , contudo gosto da forma como vejo a tua cor mudar , sei exactamente qual a tinta que te marca sem borrar , o pincel que deixa um relevo.
Pintar-te sempre igual não tem graça e por isso , por vezes surgem figuras deformantes .
Voltei a pintar-te de branco , ficaram demasiados erros .
Por enquanto faço apenas um novo esboço em carvão , um dia pintarte-ei definitivamente !

domingo, 21 de junho de 2009

Passadeira.

Às vezes não gosto de atravessar a estrada , tenho medo de te perder entre os dois lados da rua , hoje foi um desses dias , em que me custou largar a segura calçada e colocar o pé no instavél alcatrão , por cada passo que avanço sinto mais o frio do vento que me atravessa o corpo .
Estou do lado oposto , e tu já não estás aqui junto a mim , não te vou reclamar , foste tu quem me fez mudar de via , é a tua presença porque aclamo todos os dias . É a ti , quem vejo do outro lado da estrada e por quem espero , o sinal já mudou imensas vezes sozinho e eu já o auxiliei vezes demasiadas , porque não te decides ?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Receio.

Não passarás de uma ilusão,
Ò tu que me efeitiças e me prendes,
Não julgues que me tendes,
Chega de golpes em meu coração!

Demasiadas marcas que deixaste,
E que custam a sarar,
Eu sei que hás-de parar,
Não te chega as folhas que já rasgaste ?

Chega de papel desperdiçado,
Não permito mais gastos,
Agoram ficam só as fotos,
E tudo o resto fica no passado !

Máscara.

Às vezes ponho-a , é feita de um metal forte impenetrável , mas esqueço-me de que só cobre a cara , que todo o resto do corpo fica vulnerável , vulnerável à poeira do ar , a sujidade que penetra o meio , à poluição que ocupa o espaço.
A mascara protege a face , mas o resto do corpo continua a asfixiar-se , não estou cega mas não vejo o mundo , não estou muda , mas fiquei surda !
A irritabilidade é pouca , já nem as pernas pareçem querer reagir aos constantes atentados das pedras a perfurar-me a pele !
Tiro a mascara ou oculto o mundo ?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Imaginação.

Um caminho cheio de partidas às quais não conseguímos fugir , fartamo-nos de tropeçar e por cada passo em frente dado , recuamos sempre meio procurando um refúgio para a mágoa que sentimos , somos livres para sonhar e acreditar que existe ,para além do campo minado onde sofremos inúmeros atentados , um oásis cheio de esperança onde a liberdade é abundante , a vida é eterna e não existem fendas !
Medo de procurar essa felicidade também é constante , medimos cada risco de uma nova recaida esqueçendo a hipótese desta não aconteçer , arriscar é uma palavra que não consta no dicionário , falta a esperança e a força para lutar contra os obstáculos , faltam as fabúlas que se ouve quando é pequeno para poder imaginar que existem finais felizes , falta uma mão para ajudar a sair do chão , falta o arco-íris no céu.
Falta Ar .


"Long time ago..."

Desejo.

Quero ,
quero não ter de recolher mais cacos do chão para formar algo sólido , começo a ter demasiados cortes das vezes em que me feri ao tentar junta-los !
A cola tornar-se escassa e cada vez mais rija , os pedaços já custam a unir-se , as feridas em mim ardem , o corpo está frágil e já rejeita a acção .
As peças nem sempre encaixam e eu volto a procurar mais bocados no mesmo chão , uma nova peça está pronta , o vento soprou.
Partiu-se , iniciou-se um novo ciclo.

Raiva.

Estratos de pedaços de vazio , mergulhados em mar de inexistência, perdidos em passados ilusórios , iluminados pelo escuro , regados com a sede , alimentados pela fome, oxigenados pela morte.
Mundo confuso e esmagador, ideias sub-entendidas de nada , doçura de sal , brisa que penetra no espaço pela janela fechada!
Calor quente do sol censurado e apagado!

Hoje a única vontade , é ofereçer tudo o que existe de pior , a força para lutar contra o negativo esquivou-se , as fotos perderam a côr , é tudo preto no preto !
Hoje consigo detestar !

domingo, 14 de junho de 2009

Calor.

Parece que me assombra este bafo quente, o sono é levado para longe, e lua torna-se no sol que ilumina a noite, sinto as gotas de suor que não vejo percorrer-me , o corpo arde , o ar deixa-me ainda mais vulnerável a tudo o que me rodeia e estou ainda mais desperta e necessitada da estabilidade que agora fugi-o de mim .
Revolta-me não ter o poder de me fazer adormecer .
A mão escreve o que lhe mando mas já não tenho a liberdade, a força de mandar em mim, perdi o controlo nas minhas próprias palavras, conjugo verbos sem saber o sujeito, escrevo fins desconhecendo princípios!
Mas é bom, poder ter a insignificância de um grão de areia numa duna, e a importância de uma gota de água num deserto!Fujo de tudo, o tempo continua a correr, mas não quero saber, não consigo parar é tudo desejável de mais!
Enquanto ando o passo queria uma velocidade de movimento em que encontro a brisa que esperava de forma ofegante.
Tudo em excesso se foi, extracto de nada, sou novamente eu!

12\06\09

terça-feira, 2 de junho de 2009

Pouco.

O tempo é tão escaso , cada vez eu tenho mais consciencia disso , a cada segundo , respiro mais rápido , cada passo é maior e mais precepitado , e cada vez mais não olho para trás nesta busca pelo "não desperdício" , estou a correr , tão ou mais rápido que o tempo . Estou a tropeçar nos obstáculos do caminho .
Já não vejo o sol nascer , na esperança que se não perceber que nasceu um novo dia , eu esteja sempre iluminada pelas estrelas !

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Fábula.

Apercebo-me agora, fui eu que criei esta fábula em mim , que deixei cresce-la , a magia invadiu-a e enfeitiço-me , para que fosse apenas aquela história que desejasse ouvir, pequenos duendes que vão fazendo crescer as flores de cor preciosa e rara , e que eu vou arrancando uma a uma sem saber , agora sei , as fadinhas não me contaram , voaram demasiado rápido , assim que cortei o primeiro perfume , mas estou feliz , estou feliz porque é o céu que está a chorar , porque a água provém de lá e não de meus olhos .
Sou (minha) novamente , dona de mim !

sábado, 23 de maio de 2009

Livro.

Tentei iniciar um novo capítulo , onde não estivesses lá ou pelo menos deixasses de ser o protagonista , em que pelo menos desta vez todo o rolo da história girasse longe de ti.
E enquanto pensava como fazer isso , não vi o tempo passar, não dei por mim a adormecer e a voltar a dar-te o papel principal , voltar a (escre)ver a mesma história, voltar a "pintar" a mesma paisagem, quando acordei percebi que tinha tornado a sonhar o mesmo sonho.
E não compreendo, porque continuo a deixar que a história se repita, se já conheço todos os capítulos , se encontro sempre os mesmo personagens e sei o final.
Perco a vontade de escrever sempre que início uma linha em que (tu) apareces , como uma forma de castigar-me por estares em mim, por não conseguir desprender o nó do fio condutor, não o consigo cortar , se ao menos conseguísse esquece-lo , eu acho que nem dás pela existência dele , e tento que tudo isso se torne indiferente .
Mas não é(s) indiferente, as palavras não foram só um mermúrio que o vento levou, foram muito mais , foram a música que agora , oiço repetir em mim, e por mais que as notas e os tons mudem oiço-a sempre da mesma forma, encanto-me mais uma vez, e arrependo-me mais uma vez por deixar que tudo isto se tornasse possível!
Estou a gritar , mas é apenas a tua voz que oiço , tudo o resto se tornou mudo , inexistente , e tudo isso que me faz (não) conseguir odiar-te!
Tenho a mão dormente por tua causa , por tremer enquanto escrevo , por chorar enquanto deixo as linhas serem lembranças das tuas palavras .

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Fuga.

Anseie por ela, até que consegui finalmente , o plano estava feito e agora era só seguir as regras .
Comecei e a pouco e pouco, vi-a surtir efeito .
Estava livre , livre em mim , no ar , este conjunto de gases que antes me deixavam respirar, agora pareciam fazer o meu corpo ser invadido por veneno, estava cada vez mais infestada por ele, desde os pés até à extremidade do mais longo cabelo .
Os olhos ardem , porque com lágrimas vem este veneno , que me queima da forma mais cruel e corroí, que me faz debruçar-me perante ele e só ele , como se fosse um rei , e eu uma escrava, sem liberdade para escolher, sem força para lutar contra ele , pela minha vontade , pelo meu querer.
E não , não sei se valerá a pena este rastejo , o antídoto está bem longe de mim , eu sei, eu sinto-o, o peso que carrego é demasiado para caminhar (para ele)!
Ou será que é um sonho? O arrependimento não tem cura.
Apenas deixa um rasto cruel que tentamos corrigir ou apagar, mas vejo a minha borracha demasiado gasta para fazer alguma das coisas, talvez risque por cima, mas a marca estará sempre lá, sempre a borrar a folha, como se fosse uma nódoa em cetim .
E tudo isto , toda esta história foi apenas mais um rascunho que não chegará tão cedo a ser um livro.
No fim de tudo, o sonho está , mas eu não estou por ele !
O Bocejar já não (me) acalma , já não (te) lei-o enquanto sonho!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Fluído.

Já não sei o que corre em mim, desconheço o nome de isto que torna a minha pele pálida.
Já não se chama sangue este líquido cristalino, já não é nada.
Parece que tudo evaporou ou tudo saiu em minhas lágrimas.
A secura envolve-me e preenche-me.
Toda eu sequei , já nem o gelo consegue estar em mim, demasiado sólido e estável, toda (eu) adormeci , toda eu fiquei nesta recta contraditória ao resto do mundo, sentido oposto, estrada que me encaminha para a descoberta . Fujo , mas volto sempre ao mesmo traço , paralelo a ti , perpendicular a mim . Não me cruzo , faço parte dela , e é isso que me leva em cada espaço de preto, a curiosidade de saber onde termina , onde irá acabar esta linha que cada vez mais custa deixar (- me) esboçar no caderno.
Este cativo, "cansa-me" e por isso vou ou apenas fico .
(fico) Decomposta em partes de nada!

sábado, 16 de maio de 2009

Janela.

Por mais que queira e continue a esperar , sei que não és tu quem estará do outro lado !
A janela não me mostrará o sol que tanto quero ver !
A voz que oiço a cantar não é a tua , é o vento .
Andas pelo teu reino encantado, aquele em que eu vivo, mas na realidade não consigo estar.
O dilema é que não consigo largar essa visão.
Permaneci e tu permaneces-te comigo .
Tentei fechar a janela mas não consegui , nos meus olhos vi-te ,estava ali junto à árvore que cresce ao mesmo tempo que nós crescemos e não podia parar de te vislumbrar !
As cortinas não cobrem toda a janela, e por isso continuo a ver-te ali , estás sempre no mesmo sítio intocável , como se nada se passasse à tua volta !

Reembolso.

Vejo o que em dias critiquei a tornar-se realidade em mim .
Castigo ?
Talvez ou tudo isto será apenas normal ?
Parece que agora compreendo a vontade , a vontade que não compreendi , que critiquei injustamente , agora imito mas com muito menos razão .
A verdade é que sinto , não sei ao certo o que !
Mas tudo tão forte e de tão longe, dói a forma de estar tão longe mas ao mesmo tempo tão perto.
Preciso de tocar , eu quero tocar, tudo o que me impedia agora já me permite, não penso em mais nada, estou demasiadamente "tocada" !
Ao mesmo tempo tenho receio que isto seja um sonho que nunca será vivido.
Será ?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Rocha.

Largas-te o cabo de segurança e não demorou até que caísse bem no chão !
Felizmente nem tudo era mau , a natureza que semeaste , amorteceu a queda. Sabia que mais tarde ou mais cedo o cabo iria acabar por quebrar !
A história da verdade não reside em ti , está em mim , em cada suspiro , em cada lágrima , em cada zona do meu corpo em que ousaste tocar !
A suavidade desse toque, agora enraivece-me porque foi um pequeno gesto que fez com que me virasse para ti , toda (eu) me virei na tua direcção e agora vejo como a tua retaguarda não é bonita!
Assemelhasse a uma rocha , dura, inconstante, enrugada, cheia de altos e baixos!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pára-quedas.

Era quase um sonho, como se até o vento estivesse a meu favor , como se tudo me empurrasse para aquele trilho, em pontinhas de pés tentei que os sinais que deixasse fosse pequenos , suficientemente ou insuficientemente pequenos !
E é por isso , que fico sentada no canto , a pensar em tudo , por não saber até que ponto ele irá suportar o peso , e se estivesse no ar e o pára-quedas se rasgasse , e a queda fosse tão grande que nem o chão fosse capaz de a amparar ?
Só no céu reside o infinito , é bom sentir a liberdade !
Fico por aqui , todo o oxigénio é precioso !

terça-feira, 12 de maio de 2009

Regalo.

Olhei para baixo , caído mesmo à minha frente , um bocado de céu , soube que era de lá pois quando o meu olhar se moveu para o cimo , vi , vi que havia um vazio , faltava uma parte .
E percebi que estava a ser observada , as estrelas olhavam para mim , e eu olhava para elas ...
Como se elas me tivessem oferecido , "aquele bocadinho" , aquele presente !
Não consegui segura-lo , brilhava demasiado , era muito quente , e sabia que se tentasse pega-lo , não o conseguiria largar , toquei-lhe mantive a minha mão em si durante alguns minutos, mas tudo era demasiado bom, tive de escolher , portanto segui em frente , não olhei mais para trás , a escolha estava feita!
Mais uma vez prefiro ver-te brilhar longe de mim !

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sim.

Como essa pequena palavra, ou algo que mostras ser igual para ti, me conforta, congela todos os sentidos na tua direcção, e é apenas esse o ar que respiro o que passa por ti!
A aragem que me empurra e derrete os cristais de gelo que tendem em permanecer em mim, mas a tua voz é maior !
A palavra , pequena , mas com tanta importância.
Não pesas, até me tornas mais leve, fazes levitar !
Pequenos passos ,
irei um dia conseguir chegar ao céu ?

Casulo.

Como a pequena borboleta que quer rasgar o casulo , eu fico aqui à espera que alguém me diga como fazer o mesmo ao meu...
Este, que me prende e não deixa ver as flores, não deixa sentir o ar bater nas assas por estrear.
Esperneio nesta espécie de vácuo no universo e tento afastar de mim esta pele, esta membrana que me separa do resta da vida.
Rasgão demasiado grande, demasiado violento agora o chão arranho uma das assas, não consigo voar.
Peço-te vento, embala-me em ti.

domingo, 10 de maio de 2009

Gira-Discos.

Já repeti infinitas vezes , é só mais hoje !
Amanhã o gira-discos terá direito a outra música , não consigo , por maior que seja a vontade, a melodia é demasiado desejável para muda-la e estou farta , até mesmo cansada de ouvir a mesma melodia, de ser tudo sempre tão igual !
As notas não mudam , o ritmo e o compasso é tudo sempre tão igual e a raiva invade-me, por eu não ter controlo , o controlo em mim !
Eu quero , quero mesmo mudar a faixa do disco , mas a minha cabeça torna-o impossível .
O corpo não reage e a música volta a repetir.
É um disco riscado.

Menos.

Medo?
Não é medo , é apenas a incerteza , incerteza que o próximo passo não é para o abismo.
O chão treme , e cada vez os buracos são mais e maiores , o cimento demora a secar, e tropeço, tropeço vezes sem conta.
A corda também está fraca, cheia de falhas, o tempo em que fico em suspensão fá-la enfraquecer e cada vez mais tudo está por um fio.
Tenho demasiado receio de cair, não quero que a corda se parta de vez.
Prefiro acrescentar vírgulas.
Há muitas hipóteses, a dúvida é grande.
Já nem o chão é firme.

Masmorra.

Talvez o tempo , ou a coragem ou até mesmo a falta de vontade em deixar que a tinta preta borre o papel em que escrevo.
Os segundos passam e nada se passa ao mesmo tempo, o tempo contínua a fugir e (eu) fico neste espaço que cada vez mais parece enclausurar-me.
A visão para o mundo exterior é pequena, e não tento abrir mais a brecha para vê-lo (de)mais.
Está tudo demasiado apagado, demasiado sujo, o oxigénio custa a percorrer o corpo.
A fonte de luz caminha para a escuridão .

sábado, 9 de maio de 2009

Diferente.

Um segundo sentido,
Imaginação necessária,
para compreender este estado,
de tal ânsia.

Sei as palavras ,
mas não consigo perceber ,
as feridas ,
que (me) as deixo fazer.

Porque continuo a sonhar
com esse mundo
que não quero pisar ?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Rés-do-chão.

Tudo foi tudo ao mesmo tempo , demasiado para não cair no bloqueio , no momento sorria agora bloqueio , relembro a asneira ,os erros , tanto riscado!
Ficam tão somente as lágrimas no meu rosto , a vontade de continuar a lutar fugi-o ! Eu sei que ela volta mas por enquanto não tenciono puxa-la para mim , a força agora é insuficiente , vai-se a cada segundo de reflexão , em cada gota do copo de água que pareço querer encher ...
(Eu) Fujo para o refúgio , mas nem ele parece aguentar com a minha frustração , com o meu desencontro em mim mesma!
Se ao menos pudesse desviar-me do que pesa cada vez mais, desvaneci até ao rés-do-chão !
Existe pouco no infinito!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Puzzle.

Ficam as peças soltas no saco escuro ...
Nenhuma parece ser do mesmo puzzle, são impossíveis de encaixar, para juntar e formar apenas um!
Algumas têm as mesmas cores , outras partes de outras partes , tudo junto formaria um arco-íris ? Ou um céu cinzento cheio de nuvens?
Não sei, não saberei, não vou forçar a que as peças se unam , não ficaria bonito,haveria demasiadas falhas, tudo tão óbvio de que não estava certo.
Prefiro ter duas peças soltas , do que junta-las para formar algo sem sentido e forçado !

domingo, 3 de maio de 2009

Imaginação.

Um caminho cheio de partidas às quais não conseguímos fugir , fartamos-nos de tropeçar e por cada passo em frente dado , recuamos sempre meio procurando um refúgio para a mágoa que sentimos , somos livres para sonhar e acreditar que existe ,para além do campo minado onde sofremos inúmeros atentados , um oásis cheio de esperança onde a liberdade é abundante , a vida é eterna e não existem fendas !
Medo de procurar essa felicidade também é constante , medimos cada risco de uma nova recaida esqueçendo a hipótese desta não aconteçer , arriscar é uma palavra que não consta no dicionário , pois se quer que citações como "estou triste" sejam inexistentes , falta a esperança e a força para lutar contra os obstáculos , faltam as fabúlas que se houve quando é pequeno para poder imaginar que existem finais felizes , falta uma mão para ajudar a sair do chão , falta o arco-íris no céu.
Falta Ar .

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Jogo.

Lancei o dado que girou, quanto poderia eu avançar desta vez ?
Esperei ansiosamente que o rodopio acalmasse e me dissesses o número de passos a dar ...
A velocidade do teu soprar aumentou e tão depressa voltou a diminuir , confundias-me e afastavas todos os meus palpites a cada segundo ...
Por fim terminas-te , o resultado não foi o que queria ouvir avancei três casas num momento e recuei uma .
Nova ronda , outra jogada , e mais uma vez estou aqui escrava da tua vontade!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Troca.

Arde,
Confusão atrás de incerteza , incerteza atrás de confusão .
Houve um troca ? Uma troca de que não me apercebi , mas em que deixei o pião soltar-se da corda?
Não reconheço este ser ,
Tempo de mudança ! #

Ponto final.

Escrevi ,
Escrevi utilizando vírgulas , reticencias e escondendo de mim a realidade de que tão rápido poderia existir um ponto final, mais que linhas mais que parágrafos !
Ponto final às histórias que mistifico .
Bebo da água suja , a pura ilusão, são demasiado fracas correntes que prendem a realidade em mim, pouca a força para ver o mundo, muitos laços desmanchados .
Gélidos passos que sei que continuarão a existir !

domingo, 26 de abril de 2009

Pegadas.

Sem que tivesse tempo sequer para tentar perceber o que se passava, arrastaste-me levemente para um universo que não pensava que pudesse existir, dei pequenos passos e deixei pequenas pegadas , não espero que sejam eternas um dia algo as apagará ou passará por cima delas , pode ser que isso até nem aconteça hoje , esse dia também não seja amanhã , ou talvez isso se dê numa fracção de segundos, mas por enquanto é bom saber que elas lá estão ou lá estiveram.
E (por agora) não quero viver o momento de as ver desaparecer!
Marca !

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Floresta.

Hoje o céu não esteve limpo , não houve arco-íris , mas pude ver o sol , aquele que não sentia existir à demasiado tempo .
Voltei do reino desconhecido e entrei mesmo que por breves instantes na floresta encantada , e nada, nada fazia os meus olhos fechar ainda que fosse por menos que um segundo , aquela visão era demasiado perfeita para que fizesse uma pausa, o meu olfacto também não fazia intervalos desfrutava cada pequeno prefume libertado por todo aquele mundo vivo magnífico.
Ohh doces palavras, querido sorriso !

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Grito mudo.

Presa ,
Presa a esta estrada que parece cada vez maior, deixo por (grandes) momentos de sentir a inquietação com que corria para a fonte, parece que a ignorância se virou para mim ou as minhas escolhas se viraram para ela, não sei o que me trás esta carência afinal sempre estive nesta estrada e poucas foram as vezes que a fuga falou mais alto, mas agora nada mata esta sede, agora eu própria pareço salivar para ter sede!
Não conheço esta face , a moeda virou, mas eu não quero virar com ela, mas este grito mudo têm a força, perco-me nesta impudência de palavras e a força vai-se esgueirando por todo o lado , a vida não se prorroga , torna-se mais escassa a cada momento .

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Labirinto.

Demasiado embalada num colo para pensar em pisar de novo o chão ,
preciso de algo que me faça sair daqui !
O mapa deste labirinto !
Farta dele , mas sozinha não consigo fugir e encontrar a saída, perdi-me !!
Sim perdi-me !!
Cansada destas paredes , sufocada entre as folhas .
Se ao menos existisse um buraco, uma saída .

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Corredor.

Tento perceber ,
se escrevo porque gosto , porque escrevo sobre lágrimas que não quero chorar , porque tento antecipar o futuro sem o esperar , como me fascinas corredor sem fundo , cheio de portas , abro-as uma a uma , com cuidado , demasiado cuidado , farta do cuidado , da espera , das lágrimas secas !
Sorrio por mais um passo em frente , por mais uma queda , sorrio por mais um salto , sorrio por menos uma pedra ,por mais uma porta !
A vida fascina-me (sorrio) .

Salto pedra a pedra do caminho da porta sem trinco (confunde-me) !

sábado, 18 de abril de 2009

Guitarra.

Como é bom ouvir a tua doce melodia em cordas afinadas ,
escuto com atenção , nada nem ninguém me faz deixar de te ouvir , não existem cordas partidas em ti , apenas te desgastas com facilidade mas tudo isso não altera o mundo que me fazes obrigar-me a escutar , ao teu som o sol brilha e todas as gotas que o céu chora se evaporam !
És especial , cantas a felicidade e eu (claro) quero agarrar cada nota que soltas nessa tua vibração suave !

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Lapso.

O chão parecia-me estável , comecei a correr , segui pelo trilho , a vontade de chegar fazia com que não parasse , o caminho tornara-se invisível aos meus olhos , seguía em frente sem que nenhuma pedra me fizesse cair , tropecei mas não caí , por fim alcancei o desvio , era tempo de escolher não queria cometer nenhum lapso e por isso fiquei ali mesmo petrificada num balanço pela indeterminação , balançava sobre a opção correcta , mas a vontade de a ter não fez com que a conseguísse ,o chão aclamou-me e eu fui ter com ele ! Recuei .


"Aula de Filosofia - 16/4"

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Esboço.

Às vezes , fico aqui a olhar para a chuva , olho para as gotas que caiem do "azul" e vão esbatendo contra a minha janela, perco-me nas metáforas com que explicitar palavra a palavra e depois linha a linha do que é , do que é afinal este esboço!
O que é a vida , senão um conjunto de linhas, um mero esboço ? É incerto , e torna-se até desconfortante , os pontos vão surgindo mas as ligações quebram-se a cada momento , a ambição é sempre a mesma : linhas certas unidas entre si , compreendidas entre si !

Prefiro olhar pela janela , cansa rabiscar, a visão turva para o mundo exterior agrada-me mais.
E mais uma vez , fico , o esboço fica por acabar !

terça-feira, 14 de abril de 2009

Um minuto...

(...) chega para me perder nos teus braços e voltar a viajar pelo mundo que esboço na tela em que quero acreditar que existe !

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Viagem a mim.

Está fresco lá fora !
E as nuvens fazem-me levitar até ao passado e entrelaçar-me por entre as memórias ,
volto a perder-me no mundo dos porquês e a derramar uma lágrima por todos os momentos em que nem as feridas que fiz , me fizeram desejar que eles não se tivessem passado !
Enrolo-me na manta , mas nem isso me faz sentir menos frio ,talvez não seja corporal ... Mas como posso saber , tudo me parece igual !
A pouco e pouco , estou a regressar à terra , mas isso não me torna mais susceptível ao mundo à minha volta , porque no fundo estou sempre a voar !

domingo, 12 de abril de 2009

Sem título.

Já estou protegida contra a tempestade , de triste agora ficam apenas as lembranças !
Está é a última !

Invento,
Invento as mais estafúrdias desculpas para as folhas rasgadas, para todas as vezes em que utilizei a borracha , ou prometi a mim mesma que não riscaria mais nada !
Não gosto de escrever sobre isto , não consigo sequer reler os rascunhos que não resisti em fazer. Nem tanto consigo convencer-me a mim própria de que é isto que quero, falta tudo , falta o domínio da língua , falta a coragem , para te mentir dizendo que não guardo cada momento que passamos , que não significas-te assim tanto nem continuas a significar !
Mas não , não voltarei a mergulhar nesses teus mares de carinho , que me cegam e fazem arder os olhos ! Fico antes aqui , ansiosamente à espera , à espera que como faz à areia o mar te arraste para longe de mim !

Tempo.

Não paraste ! Antes pelo contrário passas tão rápido que se torna cada vez mais difícil não me perder no passado , a tua velocidade vai aumentando e ficam cada vez mais coisas para trás , paralizo na esperança que paralizes comigo , é tudo a acontecer demasiado depressa , tu não queres esperar e eu fico estagnada a tentar perceber porque !
Os ponteiros avançam no relogio , não vale a pena tentar correr contra ti , deixo-me levar !

Madrugada.

Gosto da melodia da brisa suave que se sopra , gosto de ver como tudo no mundo se transforma, não está de noite nem é de dia!
Escutando com atenção posso ouvir o vento a dançar com as árvores, os primeiros batimentos da inexperiente borboleta que rasga o casulo e se esforça para chegar ao cume da árvore , os mares cantam o rebentar das ondas , e não muito distantes oiço os grilos , mas que será que eles dizem ? Estarão a acordar o sol ? Ou a adormecer a lua?
Com mais atenção caminho na enigmática escuridão , as estrelas também querem falar ... Estão a sorrir ...E a dizer "adeus" e "bom dia".

Rio.

Corres tão veloz como o tempo , pelas montanhas reflectes a luz , não paras nas curvas nem tanto nas pedras que encontras no teu caminho , e por isso fecho os olhos e desejo que me des a oportunidade de me juntar a ti, nessas tuas águas tão límpidas onde apenas as criaturas mais puras habitam e onde não existe qualquer esconderijo.
És escuro ? claro ? Não sei , a tua cor também não importa , não te vejo ! Apenas oiço, oiço o murmuro da natureza por onde passas.

sábado, 11 de abril de 2009

Flor.

Reguei-te e continuarei a regar-te , mas jamais poderás encantar-me da mesma maneira que fazias , criando as cores mais incriveis para o meu arco-íris , aquele arco-íris que tinha um pote de ouro sempre no final .
Agora apenas quero ficar a observar-te a murchar aos poucos e poucos , por mais que custe , não vou lutar mais pela tua sobrevivencia , fiz-te florescer , mas tão rapidamente mostras-te que nada valeu a pena , mas também nada tinha sido em vão .
Não te quero mal , quero que apenas aprendas que o solo não é sempre fértil , quanto mais é pisado mais díficil fica de ser cultivado .
Não vou mentir é difícil , aliás muito díficil de ver o vento levar-te petala a petala , mas por mais que tente não consigo , nem quero voltar a ser o vidro que te protegia!
Desculpa mas o poço secou.

Reflexo.

Quero ,
Quero fazer o tempo recuar , voltar ao momento em que escolhi se farias ou não parte da minha vida , se poderias algum dia secar as minhas lágrimas , mandar no meu sorriso , seres o sol que me acorda e a lua que me adormece.
Agora apenas me iluminas com a dúvida , estive demasiado presa até me ofereçeres forcosamente a chave da saída , porque não consigo eu dizer que não quando sei que me irás injaular novamente ? porque ? será pelo mesmo motivo que não consigo derramar lágrimas por ti ? estou demasiado forte , mas foste tu , tu quem me deu esta força , mas também foste tu e só tu quem consegui-o de um dia para o outro que o meu sorriso se cerra-se e prometesse nunca mais se iluminar da mesma forma .
Não , não quero mais viver no teu mundo , quero viver no meu mundo , onde tu já não mandas , onde eu e apenas eu escolho o que fazer ,onde tu não ditas a minha felicidade .
Quero esqueçer que alguma vez fizeste parte do meu passado e que um dia jurei que irias fazer parte do meu futuro .

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Medos.

Como seria o mundo sem as fantasias dos pequenos monstros ,
esses pequenos monstros que nos ensinam o que é a vida , que nos mostram que nem tudo é facil , que nos ajudam a superar-nos a nós mesmos , que são os nossos primeiros desafios ,que são só e tão só as pequenas (grandes) coisas que mais nos fazem crescer !

terça-feira, 7 de abril de 2009

Xilofone.

Toco-te mas já não vibras , já não me encantas com a tua doce melodia, aquela que me levava para aquele universo inigualável , percorro todas as notas , mas nada , em nenhuma mostras importar-te com o meu desejo de te ouvir , quantas , quantas vezes terei de polir as tuas teclas para poder ouvir-te?
Serás apenas mais um?
Não consigo acreditar que isso seija verdade , não és um qualquer , todas as tuas notas , graves , agudas , todas soam perfeitamente seija qual for o tom em que te oiço.
Peço-te , encanta-me novamente!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Sinfonia.

Posso ?

Posso pedir ? Posso pelo menos , apenas desejar ser dona do meu mundo , criança no meu espaço , aprendiz do meu tempo , ser um bolbo que como todos os outros nasce em terra , mas não numa terra qualquer , uma onde seja possível crescer , criar raízes , desabruchar sem ter de pedir licença ao silêncio? E em que o solo ,a água e o ar se unam e façam uma sinfonia que me liberte e faça voar!

Inspiração

Onde está ela ?
Será que fugi-o ?
Tenho a força e a vontade , mas não consigo encontra-la , já procurei por todo o lado , já fui até aos confins do mundo , mergulhei até ao fundo do oceano , voei até ao sol , corri este mundo e o outro , mas continua desaparecida , será que as estrelas sabem onde está ?
Preciso mesmo dela, não tenho sobre que escrever sem ela e terei de fazer um ponto final neste e todos os outros os textos que ousar escrever !
Não te escondas , eu sei que existes e não vou parar de te procurar até ter-te de novo !
Volta !
Preciso de ti !

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Relâmpago.

Eram três da manhã , não se ouvia nada nem ninguém , de repente ouve-se um estrondo :" Baummm" e uma luz ilumina a parede do quarto , o menino salta da cama e corre até ao quarto da mãe , esta pergunta-lhe :
-Porque não estás deitado ?
A criança com voz tremule responde:
-Não consigo , tenho medo daqueles barulhos esquisitos que brilham !
A mãe pegou no menino ao colo e levou até a janela do quarto da criança , o menino mesmo estando protegido nos braços da mãe termia novamente por causa do som do rebentar de outro relâmpago , calmamente a mãe explicou à criança :
-Sabes quando se comemoram dias especiais na cidade e se lançam foguetes ? As estrelas também têm os seus dias especiais este é o seu espectáculo de luzes !

Paisagem.

Não .
Pois não, os dias não são todos de céu limpo e sol a brilhar!
Há dias de chuva, tempestade, medo, escuridão!
Há até aqueles dias em que olhamos pela janela e vemos o arco-íris , mas "cá dentro " onde realmente importa , continua a chover, a neve forma avalanches, o céu está preto em vez de azul , as nuvens cinzentas em vez de novelos brancos , tudo desmoronou , os nossos olhos formaram rios, a cabeça explode a cada segundo e é cada vez mais forte , dói...
O mundo não está nem perto do que queremos ver, que fazer?
(momento de reflexão)
Desprezar o que se está a passar não é solução, assim sempre que tornarmos a olhar a janela e virmos um arco-íris voltaremos a lembrar as ruas alagadas, as árvores caídas,
(Faz-se luz)
percebemos que não dá para ignorar pois essas memórias estarão sempre no bolso do nosso casaco por mais vezes que o lavemos, só nos resta olhar pela janela e lutar para que só existam memórias de céu limpo !

Não podemos decidir o tempo mas podemos escolher o que queremos ver , faz da tua paisagem um céu limpo :D

"História das Pequenas Aranhas"

Existia em tempos uma Aranha cor-de-rosa, aliás existiam várias aranhas cor-de-rosa , mas havia um pequeno número de Aranhas cor-de-rosa que se destacava no meio de todas as outras, esta aranhas não eram mais fortes, audazes, ou elegantes do que as outras então porque seriam estas especiais?
Estas aranhas tinham uma característica que as outras não possuíam ,o desejo de continuidade da vida na Grande Árvore , quando estas já não vivessem lá !
Todas as Aranhas cor-de-rosa habitavam a Grande Árvore, não era fácil viver naquela árvore pois era uma árvore muito especial , as aranhas tinham de ser fortes, audazes , destemidas para conseguir voar de ramo em ramo , tronco em tronco , e quando o conseguíssem fazer as aranhas seriam capazes de enfrentar qualquer árvore e viver nela . Para as ajudar nestas super tarefas , as aranhas cor-de-rosa era lideradas por uma Super aranha que como o nome indica era a aranha mais forte e que tecia as melhores teias!
Um dia chegou um grupo de pequenas aranhas a essa árvore , estas pequenas aranhas queriam aprender como era viver na Grande Árvore , falaram com a Super aranha e esta disse-lhes :
-Para conseguírem viver nesta árvore não podem só querer , têm de esforçar-se , ter vontade e lutar para conseguírem o vosso objectivo (voar de ramo em ramo, tronco em tronco) , e eu estarei aqui para vos ajudar , mas a força terá de vir de vocês;
As pequenas aranhas encantadas com este desafio responderam:
-Queremos ser tão fortes quanto as aranhas cor-de-rosa;
A super aranha disse para as aranhas cor-de-rosa :
- A grande árvore é uma família sempre a crescer , estas pequenas aranhas serão o futuro da árvore , sejam simpáticas e tentem integra-las !
O número de pequenas aranhas a querer viver na Grande Árvore começou a aumentar após o aparecimento do primeiro grupo, mas ao mesmo tempo que chegavam novas pequenas-aranhas , pequenas aranhas se iam embora .Mas o que se passaria ao certo? porque abandonariam as pequenas aranhas a Grande Árvore ?
A verdade é que as pequenas aranhas para além de terem uma enorme vontade em superar todos os desafios que lhes propunham diariamente , tinham também a sensação que as aranhas cor-de-rosa não as queriam lá e como muitas vezes as pequenas aranhas não eram capazes de viver com isso iam embora.
Aos poucos e poucos a situação das pequenas aranhas foi melhorando, pois para além de existirem aranhas cor-de-rosa pouco amigáveis, haviam algumas aranhas cor-de-rosa que faziam tudo para que as pequenas aranhas se sentissem bem , e graças a este pequeno número de aranhas que lutavam para que as pequenas aranhas permanecessem na Grande Árvore, as pequenas aranhas começaram a unir-se , tornar-se mais fortes e a formar um grupo em que juntas conseguíam crescer, aprender e a avançar no seu objectivo.


Esta é para vocês Spider's :D

Recuar

Pergunto-me porque já não consigo sonhar que sobrevoo os confins do mundo onde habitam as fadinhas, aquelas fadinhas que dão pozinhos perlimpimpim para poder voar, que param o tempo para fazer com que um segundo se torne uma eternidade ,
depois disto encontro a resposta em mim mesma , já não acredito nas fadinhas , já não penso em voar , matei todas as fadinhas que podiam fazer parar o tempo, agora vivo a correr, será que corro para o fim ? ou procuro um novo princípio ?

De que côr é o mundo ?

O meu mundo é cor de

Amor
Força
Alegria
Aprendizagem
Sonho
Esperança
Ilusão
Arco-íris
o Essencial
Desejo
Loucura

Consegues pinta-lo ?
Pois é por isso que ele é único !

:D

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Refúgio

Para alguns o fundo do oceano , o oásis no deserto , a praia paradisíaca de uma ilha, nalguns casos até mesmo um shopping é o seu refúgio,
o meu refúgio é um espaço em branco ,
um pedaço de papel virgem onde rabiscar, escrever, desenhar , deixar o meu mundo e mais tudo , em forma de riscos numa folha ,
pois sei que ele nunca irá esquecer o que lhe contei, todas as formas, cheiros, texturas, sons, sabores que lhe confessei ver, cheirar, sentir, ouvir, saborear ou o desejava fazer!
Agora durmo descansada , pois sei que tenho uma arca onde se guarda o meu tesouro se um dia a minha memória não o poder proteger .

(:

Estrelas

O que são afinal as estrelas ?
Cativam-nos com a sua forma de brilhar magnífica ,
para depois nos darem o desalento de as ver apagar !

Vira a página

Nem sempre consigo unir todas as coisas que me passam pela cabeça e formar frases para as divulgar, muitas vezes guardo-as para mim ou tento escreve-las para que possa sempre recordar...
Gosto de escrever , é uma paixão , não escrevo sempre com sentido , escrevo o que penso o que sinto ... Liberto tudo em linhas e pontos num papel ...
Isto foi algo que me passou pela cabeça e ficou o tempo suficiente para passar para papel...
Ora aqui vai :
"Corre o mundo,
aproveita cada segundo,
Ouve o vento
deixa que ele sopre o seu segredo,
Grita alto "acredito"
não deixes morrer o teu espírito,
Deseja apenas o que precisas
não te percas em desejos
minimalistas ,
(...)"

xD

Amizade

Já escrevi tantos textos para amigos , tantas vezes tentei definir o que é a amizade, mas chego à conclusão que é impossível , não chegam todas as palavras do mundo para mostrar o significado da palavra "Amigo Verdadeiro" , pelo simples facto de um amigo ser um poço de surpresas , a fonte do nosso sorriso , a infinidade de frases nas páginas da história da nossa vida , o mais belo dos amores, a mais pura das relações , são os amigos que nos fazem aprender e querem aprender connosco , que limpam as lágrimas e nos que abraçam quando o nosso mundo desaba, que estão sempre lá para nos ver e ajudar a crescer, que são a cor nas peças do puzzle que construímos enquanto vivemos !
São parte de nós e nós somos parte deles !
Amigos são familiares, professores ,colegas , namorados , são quem nos marca e nos atura no nosso dia-a-dia !
São o infinito do universo da Beleza multiplicado por infinitas vezes !

Obrigada a quem me rodeia e é meu amigo !
O meu crescimento depende da vossa existência!

(:

Pedras

Pergunto-me quantas vezes já tropecei desde que Sou ,
impossível responder , tantas já foram as vezes que tropecei,
que abri as mais profundas feridas , debuxei as mais longas
lágrimas , mas no final saltei sempre todas as pedras que encontrei,
tropecei mas não deixei que elas me fizessem cair , cresceu a minha
força aprendi a saltar melhor , aprendi que terei de viver com cada salto
que dou até ao final da minha existência , relembra-lo para
que a pedra que me fez tropeçar no passado me faça saltar mais alto
no futuro!

Vírgula

Já vivi uma eternidade de momentos , sonhei infinitas vezes , acreditei num mundo pintado de cor-de-rosa , num sol que não queima apenas ilumina ,
Hoje continuo a viver na inocência , acreditando que o mundo não está perdido , que tudo pode ser melhor ,que não vivo rodeada pelo perigo mas que este mundo é meu amigo , que todos os dias irá nascer um sol para me trazer um sorriso ,
afinal o que é viver sem inocência , sem sonho , sem esperança ??
Há que desejar o conhecimento , ouvir as estrelas , sonhar com a lua , viver no reino dos príncipes e das princesas e refugiar-se no quadro com as mais belas cores da felicidade (:

Porquês (x

"Adormeçes num sonho , caminhas na ilusão , escondes-te da realidade pois tens medo de a encarar , para que

viver na ilusão de um sonho ? caminhar num caminho que corresponde a nada na realidade ? Sofrer por um objectivo perdido ? acreditar numa felicidade elaborada por fantasias ? Escrever linhas e linhas de uma história que terá de ser apagada e rescrita ? Viver num porque constante ao qual nunca nada , nem ninguem vai conseguir satisfazer ?Existir por existir , e não saborear cada momento da vida ? Perder prazeres do dia-a-dia ? acreditar num mundo paralelo e viver nele ? criar um rio de lágrimas que nada significam ? Ser iluminado por uma lua sem brilho ? Viver num labirinto de incertezas que não têm respostas ? Dar valor à inocência da imaginação ?

Estás , estives-te ou estarás a fazer.te todas ou uma destas perguntas um dia ? normal ,natural ,infeliz (: Boa sorte pode ser que encontres uma resposta eu não a tenho. "


Mafalda Furtado 10/08

terça-feira, 31 de março de 2009

Estrada

Remexo na memória , procuro uma marca no passado a que me possa agarrar e dizer que ali existiu um princípio, meio e se fez um ponto final .
Quem decide afinal o que é a nossa vida ? quem desenha o nosso caminho na estrada sem percurso marcado que é o destino ? quem faz da vida um conjunto de porquês , aos quais queremos forçosamente responder ?
Quero Sonhar , Acreditar , Saber responder a todos os porquês que constroem a essência da minha vida ,quero Viver !

Começo

Blog?

Entristece -me a imagem que tenho vindo a construir dos blog's que conheço , maior parte destes contém a mais bela combinação de dígitos nas suas frases , mas as mais tristes palavras, são resultado das reflexões acerca das mágoas que um Ser encara toda a sua vida ,
resolvi construir este blog por sugestão de um amigo ,
não quero que este seja um espaço sempre triste nem sempre alegre , quero que reflicta o meu viver diário e que passe a minha visão sobre o mundo ! (: