Apercebo-me agora, fui eu que criei esta fábula em mim , que deixei cresce-la , a magia invadiu-a e enfeitiço-me , para que fosse apenas aquela história que desejasse ouvir, pequenos duendes que vão fazendo crescer as flores de cor preciosa e rara , e que eu vou arrancando uma a uma sem saber , agora sei , as fadinhas não me contaram , voaram demasiado rápido , assim que cortei o primeiro perfume , mas estou feliz , estou feliz porque é o céu que está a chorar , porque a água provém de lá e não de meus olhos .
Sou (minha) novamente , dona de mim !
segunda-feira, 25 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
Livro.
Tentei iniciar um novo capítulo , onde não estivesses lá ou pelo menos deixasses de ser o protagonista , em que pelo menos desta vez todo o rolo da história girasse longe de ti.
E enquanto pensava como fazer isso , não vi o tempo passar, não dei por mim a adormecer e a voltar a dar-te o papel principal , voltar a (escre)ver a mesma história, voltar a "pintar" a mesma paisagem, quando acordei percebi que tinha tornado a sonhar o mesmo sonho.
E não compreendo, porque continuo a deixar que a história se repita, se já conheço todos os capítulos , se encontro sempre os mesmo personagens e sei o final.
Perco a vontade de escrever sempre que início uma linha em que (tu) apareces , como uma forma de castigar-me por estares em mim, por não conseguir desprender o nó do fio condutor, não o consigo cortar , se ao menos conseguísse esquece-lo , eu acho que nem dás pela existência dele , e tento que tudo isso se torne indiferente .
Mas não é(s) indiferente, as palavras não foram só um mermúrio que o vento levou, foram muito mais , foram a música que agora , oiço repetir em mim, e por mais que as notas e os tons mudem oiço-a sempre da mesma forma, encanto-me mais uma vez, e arrependo-me mais uma vez por deixar que tudo isto se tornasse possível!
Estou a gritar , mas é apenas a tua voz que oiço , tudo o resto se tornou mudo , inexistente , e tudo isso que me faz (não) conseguir odiar-te!
Tenho a mão dormente por tua causa , por tremer enquanto escrevo , por chorar enquanto deixo as linhas serem lembranças das tuas palavras .
E enquanto pensava como fazer isso , não vi o tempo passar, não dei por mim a adormecer e a voltar a dar-te o papel principal , voltar a (escre)ver a mesma história, voltar a "pintar" a mesma paisagem, quando acordei percebi que tinha tornado a sonhar o mesmo sonho.
E não compreendo, porque continuo a deixar que a história se repita, se já conheço todos os capítulos , se encontro sempre os mesmo personagens e sei o final.
Perco a vontade de escrever sempre que início uma linha em que (tu) apareces , como uma forma de castigar-me por estares em mim, por não conseguir desprender o nó do fio condutor, não o consigo cortar , se ao menos conseguísse esquece-lo , eu acho que nem dás pela existência dele , e tento que tudo isso se torne indiferente .
Mas não é(s) indiferente, as palavras não foram só um mermúrio que o vento levou, foram muito mais , foram a música que agora , oiço repetir em mim, e por mais que as notas e os tons mudem oiço-a sempre da mesma forma, encanto-me mais uma vez, e arrependo-me mais uma vez por deixar que tudo isto se tornasse possível!
Estou a gritar , mas é apenas a tua voz que oiço , tudo o resto se tornou mudo , inexistente , e tudo isso que me faz (não) conseguir odiar-te!
Tenho a mão dormente por tua causa , por tremer enquanto escrevo , por chorar enquanto deixo as linhas serem lembranças das tuas palavras .
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Fuga.
Anseie por ela, até que consegui finalmente , o plano estava feito e agora era só seguir as regras .
Comecei e a pouco e pouco, vi-a surtir efeito .
Estava livre , livre em mim , no ar , este conjunto de gases que antes me deixavam respirar, agora pareciam fazer o meu corpo ser invadido por veneno, estava cada vez mais infestada por ele, desde os pés até à extremidade do mais longo cabelo .
Os olhos ardem , porque com lágrimas vem este veneno , que me queima da forma mais cruel e corroí, que me faz debruçar-me perante ele e só ele , como se fosse um rei , e eu uma escrava, sem liberdade para escolher, sem força para lutar contra ele , pela minha vontade , pelo meu querer.
E não , não sei se valerá a pena este rastejo , o antídoto está bem longe de mim , eu sei, eu sinto-o, o peso que carrego é demasiado para caminhar (para ele)!
Ou será que é um sonho? O arrependimento não tem cura.
Apenas deixa um rasto cruel que tentamos corrigir ou apagar, mas vejo a minha borracha demasiado gasta para fazer alguma das coisas, talvez risque por cima, mas a marca estará sempre lá, sempre a borrar a folha, como se fosse uma nódoa em cetim .
E tudo isto , toda esta história foi apenas mais um rascunho que não chegará tão cedo a ser um livro.
No fim de tudo, o sonho está , mas eu não estou por ele !
O Bocejar já não (me) acalma , já não (te) lei-o enquanto sonho!
Comecei e a pouco e pouco, vi-a surtir efeito .
Estava livre , livre em mim , no ar , este conjunto de gases que antes me deixavam respirar, agora pareciam fazer o meu corpo ser invadido por veneno, estava cada vez mais infestada por ele, desde os pés até à extremidade do mais longo cabelo .
Os olhos ardem , porque com lágrimas vem este veneno , que me queima da forma mais cruel e corroí, que me faz debruçar-me perante ele e só ele , como se fosse um rei , e eu uma escrava, sem liberdade para escolher, sem força para lutar contra ele , pela minha vontade , pelo meu querer.
E não , não sei se valerá a pena este rastejo , o antídoto está bem longe de mim , eu sei, eu sinto-o, o peso que carrego é demasiado para caminhar (para ele)!
Ou será que é um sonho? O arrependimento não tem cura.
Apenas deixa um rasto cruel que tentamos corrigir ou apagar, mas vejo a minha borracha demasiado gasta para fazer alguma das coisas, talvez risque por cima, mas a marca estará sempre lá, sempre a borrar a folha, como se fosse uma nódoa em cetim .
E tudo isto , toda esta história foi apenas mais um rascunho que não chegará tão cedo a ser um livro.
No fim de tudo, o sonho está , mas eu não estou por ele !
O Bocejar já não (me) acalma , já não (te) lei-o enquanto sonho!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Fluído.
Já não sei o que corre em mim, desconheço o nome de isto que torna a minha pele pálida.
Já não se chama sangue este líquido cristalino, já não é nada.
Parece que tudo evaporou ou tudo saiu em minhas lágrimas.
A secura envolve-me e preenche-me.
Toda eu sequei , já nem o gelo consegue estar em mim, demasiado sólido e estável, toda (eu) adormeci , toda eu fiquei nesta recta contraditória ao resto do mundo, sentido oposto, estrada que me encaminha para a descoberta . Fujo , mas volto sempre ao mesmo traço , paralelo a ti , perpendicular a mim . Não me cruzo , faço parte dela , e é isso que me leva em cada espaço de preto, a curiosidade de saber onde termina , onde irá acabar esta linha que cada vez mais custa deixar (- me) esboçar no caderno.
Este cativo, "cansa-me" e por isso vou ou apenas fico .
(fico) Decomposta em partes de nada!
Já não se chama sangue este líquido cristalino, já não é nada.
Parece que tudo evaporou ou tudo saiu em minhas lágrimas.
A secura envolve-me e preenche-me.
Toda eu sequei , já nem o gelo consegue estar em mim, demasiado sólido e estável, toda (eu) adormeci , toda eu fiquei nesta recta contraditória ao resto do mundo, sentido oposto, estrada que me encaminha para a descoberta . Fujo , mas volto sempre ao mesmo traço , paralelo a ti , perpendicular a mim . Não me cruzo , faço parte dela , e é isso que me leva em cada espaço de preto, a curiosidade de saber onde termina , onde irá acabar esta linha que cada vez mais custa deixar (- me) esboçar no caderno.
Este cativo, "cansa-me" e por isso vou ou apenas fico .
(fico) Decomposta em partes de nada!
sábado, 16 de maio de 2009
Janela.
Por mais que queira e continue a esperar , sei que não és tu quem estará do outro lado !
A janela não me mostrará o sol que tanto quero ver !
A voz que oiço a cantar não é a tua , é o vento .
Andas pelo teu reino encantado, aquele em que eu vivo, mas na realidade não consigo estar.
O dilema é que não consigo largar essa visão.
Permaneci e tu permaneces-te comigo .
Tentei fechar a janela mas não consegui , nos meus olhos vi-te ,estava ali junto à árvore que cresce ao mesmo tempo que nós crescemos e não podia parar de te vislumbrar !
As cortinas não cobrem toda a janela, e por isso continuo a ver-te ali , estás sempre no mesmo sítio intocável , como se nada se passasse à tua volta !
A janela não me mostrará o sol que tanto quero ver !
A voz que oiço a cantar não é a tua , é o vento .
Andas pelo teu reino encantado, aquele em que eu vivo, mas na realidade não consigo estar.
O dilema é que não consigo largar essa visão.
Permaneci e tu permaneces-te comigo .
Tentei fechar a janela mas não consegui , nos meus olhos vi-te ,estava ali junto à árvore que cresce ao mesmo tempo que nós crescemos e não podia parar de te vislumbrar !
As cortinas não cobrem toda a janela, e por isso continuo a ver-te ali , estás sempre no mesmo sítio intocável , como se nada se passasse à tua volta !
Reembolso.
Vejo o que em dias critiquei a tornar-se realidade em mim .
Castigo ?
Talvez ou tudo isto será apenas normal ?
Parece que agora compreendo a vontade , a vontade que não compreendi , que critiquei injustamente , agora imito mas com muito menos razão .
A verdade é que sinto , não sei ao certo o que !
Mas tudo tão forte e de tão longe, dói a forma de estar tão longe mas ao mesmo tempo tão perto.
Preciso de tocar , eu quero tocar, tudo o que me impedia agora já me permite, não penso em mais nada, estou demasiadamente "tocada" !
Ao mesmo tempo tenho receio que isto seja um sonho que nunca será vivido.
Será ?
Castigo ?
Talvez ou tudo isto será apenas normal ?
Parece que agora compreendo a vontade , a vontade que não compreendi , que critiquei injustamente , agora imito mas com muito menos razão .
A verdade é que sinto , não sei ao certo o que !
Mas tudo tão forte e de tão longe, dói a forma de estar tão longe mas ao mesmo tempo tão perto.
Preciso de tocar , eu quero tocar, tudo o que me impedia agora já me permite, não penso em mais nada, estou demasiadamente "tocada" !
Ao mesmo tempo tenho receio que isto seja um sonho que nunca será vivido.
Será ?
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Rocha.
Largas-te o cabo de segurança e não demorou até que caísse bem no chão !
Felizmente nem tudo era mau , a natureza que semeaste , amorteceu a queda. Sabia que mais tarde ou mais cedo o cabo iria acabar por quebrar !
A história da verdade não reside em ti , está em mim , em cada suspiro , em cada lágrima , em cada zona do meu corpo em que ousaste tocar !
A suavidade desse toque, agora enraivece-me porque foi um pequeno gesto que fez com que me virasse para ti , toda (eu) me virei na tua direcção e agora vejo como a tua retaguarda não é bonita!
Assemelhasse a uma rocha , dura, inconstante, enrugada, cheia de altos e baixos!
Felizmente nem tudo era mau , a natureza que semeaste , amorteceu a queda. Sabia que mais tarde ou mais cedo o cabo iria acabar por quebrar !
A história da verdade não reside em ti , está em mim , em cada suspiro , em cada lágrima , em cada zona do meu corpo em que ousaste tocar !
A suavidade desse toque, agora enraivece-me porque foi um pequeno gesto que fez com que me virasse para ti , toda (eu) me virei na tua direcção e agora vejo como a tua retaguarda não é bonita!
Assemelhasse a uma rocha , dura, inconstante, enrugada, cheia de altos e baixos!
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Pára-quedas.
Era quase um sonho, como se até o vento estivesse a meu favor , como se tudo me empurrasse para aquele trilho, em pontinhas de pés tentei que os sinais que deixasse fosse pequenos , suficientemente ou insuficientemente pequenos !
E é por isso , que fico sentada no canto , a pensar em tudo , por não saber até que ponto ele irá suportar o peso , e se estivesse no ar e o pára-quedas se rasgasse , e a queda fosse tão grande que nem o chão fosse capaz de a amparar ?
Só no céu reside o infinito , é bom sentir a liberdade !
Fico por aqui , todo o oxigénio é precioso !
E é por isso , que fico sentada no canto , a pensar em tudo , por não saber até que ponto ele irá suportar o peso , e se estivesse no ar e o pára-quedas se rasgasse , e a queda fosse tão grande que nem o chão fosse capaz de a amparar ?
Só no céu reside o infinito , é bom sentir a liberdade !
Fico por aqui , todo o oxigénio é precioso !
terça-feira, 12 de maio de 2009
Regalo.
Olhei para baixo , caído mesmo à minha frente , um bocado de céu , soube que era de lá pois quando o meu olhar se moveu para o cimo , vi , vi que havia um vazio , faltava uma parte .
E percebi que estava a ser observada , as estrelas olhavam para mim , e eu olhava para elas ...
Como se elas me tivessem oferecido , "aquele bocadinho" , aquele presente !
Não consegui segura-lo , brilhava demasiado , era muito quente , e sabia que se tentasse pega-lo , não o conseguiria largar , toquei-lhe mantive a minha mão em si durante alguns minutos, mas tudo era demasiado bom, tive de escolher , portanto segui em frente , não olhei mais para trás , a escolha estava feita!
Mais uma vez prefiro ver-te brilhar longe de mim !
E percebi que estava a ser observada , as estrelas olhavam para mim , e eu olhava para elas ...
Como se elas me tivessem oferecido , "aquele bocadinho" , aquele presente !
Não consegui segura-lo , brilhava demasiado , era muito quente , e sabia que se tentasse pega-lo , não o conseguiria largar , toquei-lhe mantive a minha mão em si durante alguns minutos, mas tudo era demasiado bom, tive de escolher , portanto segui em frente , não olhei mais para trás , a escolha estava feita!
Mais uma vez prefiro ver-te brilhar longe de mim !
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Sim.
Como essa pequena palavra, ou algo que mostras ser igual para ti, me conforta, congela todos os sentidos na tua direcção, e é apenas esse o ar que respiro o que passa por ti!
A aragem que me empurra e derrete os cristais de gelo que tendem em permanecer em mim, mas a tua voz é maior !
A palavra , pequena , mas com tanta importância.
Não pesas, até me tornas mais leve, fazes levitar !
Pequenos passos ,
irei um dia conseguir chegar ao céu ?
A aragem que me empurra e derrete os cristais de gelo que tendem em permanecer em mim, mas a tua voz é maior !
A palavra , pequena , mas com tanta importância.
Não pesas, até me tornas mais leve, fazes levitar !
Pequenos passos ,
irei um dia conseguir chegar ao céu ?
Casulo.
Como a pequena borboleta que quer rasgar o casulo , eu fico aqui à espera que alguém me diga como fazer o mesmo ao meu...
Este, que me prende e não deixa ver as flores, não deixa sentir o ar bater nas assas por estrear.
Esperneio nesta espécie de vácuo no universo e tento afastar de mim esta pele, esta membrana que me separa do resta da vida.
Rasgão demasiado grande, demasiado violento agora o chão arranho uma das assas, não consigo voar.
Peço-te vento, embala-me em ti.
Este, que me prende e não deixa ver as flores, não deixa sentir o ar bater nas assas por estrear.
Esperneio nesta espécie de vácuo no universo e tento afastar de mim esta pele, esta membrana que me separa do resta da vida.
Rasgão demasiado grande, demasiado violento agora o chão arranho uma das assas, não consigo voar.
Peço-te vento, embala-me em ti.
domingo, 10 de maio de 2009
Gira-Discos.
Já repeti infinitas vezes , é só mais hoje !
Amanhã o gira-discos terá direito a outra música , não consigo , por maior que seja a vontade, a melodia é demasiado desejável para muda-la e estou farta , até mesmo cansada de ouvir a mesma melodia, de ser tudo sempre tão igual !
As notas não mudam , o ritmo e o compasso é tudo sempre tão igual e a raiva invade-me, por eu não ter controlo , o controlo em mim !
Eu quero , quero mesmo mudar a faixa do disco , mas a minha cabeça torna-o impossível .
O corpo não reage e a música volta a repetir.
É um disco riscado.
Amanhã o gira-discos terá direito a outra música , não consigo , por maior que seja a vontade, a melodia é demasiado desejável para muda-la e estou farta , até mesmo cansada de ouvir a mesma melodia, de ser tudo sempre tão igual !
As notas não mudam , o ritmo e o compasso é tudo sempre tão igual e a raiva invade-me, por eu não ter controlo , o controlo em mim !
Eu quero , quero mesmo mudar a faixa do disco , mas a minha cabeça torna-o impossível .
O corpo não reage e a música volta a repetir.
É um disco riscado.
Menos.
Medo?
Não é medo , é apenas a incerteza , incerteza que o próximo passo não é para o abismo.
O chão treme , e cada vez os buracos são mais e maiores , o cimento demora a secar, e tropeço, tropeço vezes sem conta.
A corda também está fraca, cheia de falhas, o tempo em que fico em suspensão fá-la enfraquecer e cada vez mais tudo está por um fio.
Tenho demasiado receio de cair, não quero que a corda se parta de vez.
Prefiro acrescentar vírgulas.
Há muitas hipóteses, a dúvida é grande.
Já nem o chão é firme.
Não é medo , é apenas a incerteza , incerteza que o próximo passo não é para o abismo.
O chão treme , e cada vez os buracos são mais e maiores , o cimento demora a secar, e tropeço, tropeço vezes sem conta.
A corda também está fraca, cheia de falhas, o tempo em que fico em suspensão fá-la enfraquecer e cada vez mais tudo está por um fio.
Tenho demasiado receio de cair, não quero que a corda se parta de vez.
Prefiro acrescentar vírgulas.
Há muitas hipóteses, a dúvida é grande.
Já nem o chão é firme.
Masmorra.
Talvez o tempo , ou a coragem ou até mesmo a falta de vontade em deixar que a tinta preta borre o papel em que escrevo.
Os segundos passam e nada se passa ao mesmo tempo, o tempo contínua a fugir e (eu) fico neste espaço que cada vez mais parece enclausurar-me.
A visão para o mundo exterior é pequena, e não tento abrir mais a brecha para vê-lo (de)mais.
Está tudo demasiado apagado, demasiado sujo, o oxigénio custa a percorrer o corpo.
A fonte de luz caminha para a escuridão .
Os segundos passam e nada se passa ao mesmo tempo, o tempo contínua a fugir e (eu) fico neste espaço que cada vez mais parece enclausurar-me.
A visão para o mundo exterior é pequena, e não tento abrir mais a brecha para vê-lo (de)mais.
Está tudo demasiado apagado, demasiado sujo, o oxigénio custa a percorrer o corpo.
A fonte de luz caminha para a escuridão .
sábado, 9 de maio de 2009
Diferente.
Um segundo sentido,
Imaginação necessária,
para compreender este estado,
de tal ânsia.
Sei as palavras ,
mas não consigo perceber ,
as feridas ,
que (me) as deixo fazer.
Porque continuo a sonhar
com esse mundo
que não quero pisar ?
Imaginação necessária,
para compreender este estado,
de tal ânsia.
Sei as palavras ,
mas não consigo perceber ,
as feridas ,
que (me) as deixo fazer.
Porque continuo a sonhar
com esse mundo
que não quero pisar ?
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Rés-do-chão.
Tudo foi tudo ao mesmo tempo , demasiado para não cair no bloqueio , no momento sorria agora bloqueio , relembro a asneira ,os erros , tanto riscado!
Ficam tão somente as lágrimas no meu rosto , a vontade de continuar a lutar fugi-o ! Eu sei que ela volta mas por enquanto não tenciono puxa-la para mim , a força agora é insuficiente , vai-se a cada segundo de reflexão , em cada gota do copo de água que pareço querer encher ...
(Eu) Fujo para o refúgio , mas nem ele parece aguentar com a minha frustração , com o meu desencontro em mim mesma!
Se ao menos pudesse desviar-me do que pesa cada vez mais, desvaneci até ao rés-do-chão !
Existe pouco no infinito!
Ficam tão somente as lágrimas no meu rosto , a vontade de continuar a lutar fugi-o ! Eu sei que ela volta mas por enquanto não tenciono puxa-la para mim , a força agora é insuficiente , vai-se a cada segundo de reflexão , em cada gota do copo de água que pareço querer encher ...
(Eu) Fujo para o refúgio , mas nem ele parece aguentar com a minha frustração , com o meu desencontro em mim mesma!
Se ao menos pudesse desviar-me do que pesa cada vez mais, desvaneci até ao rés-do-chão !
Existe pouco no infinito!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Puzzle.
Ficam as peças soltas no saco escuro ...
Nenhuma parece ser do mesmo puzzle, são impossíveis de encaixar, para juntar e formar apenas um!
Algumas têm as mesmas cores , outras partes de outras partes , tudo junto formaria um arco-íris ? Ou um céu cinzento cheio de nuvens?
Não sei, não saberei, não vou forçar a que as peças se unam , não ficaria bonito,haveria demasiadas falhas, tudo tão óbvio de que não estava certo.
Prefiro ter duas peças soltas , do que junta-las para formar algo sem sentido e forçado !
Nenhuma parece ser do mesmo puzzle, são impossíveis de encaixar, para juntar e formar apenas um!
Algumas têm as mesmas cores , outras partes de outras partes , tudo junto formaria um arco-íris ? Ou um céu cinzento cheio de nuvens?
Não sei, não saberei, não vou forçar a que as peças se unam , não ficaria bonito,haveria demasiadas falhas, tudo tão óbvio de que não estava certo.
Prefiro ter duas peças soltas , do que junta-las para formar algo sem sentido e forçado !
domingo, 3 de maio de 2009
Imaginação.
Um caminho cheio de partidas às quais não conseguímos fugir , fartamos-nos de tropeçar e por cada passo em frente dado , recuamos sempre meio procurando um refúgio para a mágoa que sentimos , somos livres para sonhar e acreditar que existe ,para além do campo minado onde sofremos inúmeros atentados , um oásis cheio de esperança onde a liberdade é abundante , a vida é eterna e não existem fendas !
Medo de procurar essa felicidade também é constante , medimos cada risco de uma nova recaida esqueçendo a hipótese desta não aconteçer , arriscar é uma palavra que não consta no dicionário , pois se quer que citações como "estou triste" sejam inexistentes , falta a esperança e a força para lutar contra os obstáculos , faltam as fabúlas que se houve quando é pequeno para poder imaginar que existem finais felizes , falta uma mão para ajudar a sair do chão , falta o arco-íris no céu.
Falta Ar .
Medo de procurar essa felicidade também é constante , medimos cada risco de uma nova recaida esqueçendo a hipótese desta não aconteçer , arriscar é uma palavra que não consta no dicionário , pois se quer que citações como "estou triste" sejam inexistentes , falta a esperança e a força para lutar contra os obstáculos , faltam as fabúlas que se houve quando é pequeno para poder imaginar que existem finais felizes , falta uma mão para ajudar a sair do chão , falta o arco-íris no céu.
Falta Ar .
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Jogo.
Lancei o dado que girou, quanto poderia eu avançar desta vez ?
Esperei ansiosamente que o rodopio acalmasse e me dissesses o número de passos a dar ...
A velocidade do teu soprar aumentou e tão depressa voltou a diminuir , confundias-me e afastavas todos os meus palpites a cada segundo ...
Por fim terminas-te , o resultado não foi o que queria ouvir avancei três casas num momento e recuei uma .
Nova ronda , outra jogada , e mais uma vez estou aqui escrava da tua vontade!
Esperei ansiosamente que o rodopio acalmasse e me dissesses o número de passos a dar ...
A velocidade do teu soprar aumentou e tão depressa voltou a diminuir , confundias-me e afastavas todos os meus palpites a cada segundo ...
Por fim terminas-te , o resultado não foi o que queria ouvir avancei três casas num momento e recuei uma .
Nova ronda , outra jogada , e mais uma vez estou aqui escrava da tua vontade!
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