terça-feira, 27 de abril de 2010

Aceitar.

Tento interiorizar em mim , as poucas palavras que ouvi saídas da tua boca , as tão poucas explicações com que julgas-te satisfazer-me as justificações porque ansiava.
Não consigo , não consigo aceitar.
Porque não compreendo o que se passou, não tenho problemas em aceitar a tua decisão , nem tão pouco espero ter-te de novo , nem sei se quero !
Mas cada peçinha que colocamos do puzzle , foi colocada com carinho , com paciência, e por isso acho que devo mante-lo montado com todas as peças , e iniciar um novo .
Preciso apenas de esquecer que um dia fizemos um juntos , juntamos cada peça como se que ela lá estivesse nos concedesse um sorriso.
Mas tu acabas-te o puzzle sozinho, e no que eu tenho continuas a deixar que faltem peças .
E eu fico , e ficam peças em falta no puzzle também!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Abc.

Já não é um simples ABC , em que os sons se pronunciam rapidamente e de forma clara com que me habituaste, já não lês no teu modo nostálgico as letras.
A procura pelas palavras complexas , compõem a inexactidão do que tentamos construir sem bases, sem segurança, sem até pensar em reflectir sobre um futuro.
Tento e espero conseguir fazer-te compreender que não procuro a rotina, gosto de correr riscos, do teu lado o mundo pode girar ao contrário que eu verei a estabilidade a deslizar mesmo por baixo dos nossos pés. Pergunto-me se realmente lá estará? Se alguma vez lá esteve? Se não faz apenas parte de mais um daqueles sonhos, aqueles que vivo acordada e me adormecem às vezes num pesadelo. Esse eu vejo-o real, está tantas vezes ao meu alcance, como eu ao dele.
As feridas abrem-se, profundas e impossíveis de fechar na totalidade , e ai se fazem reflectir as nossas inexactidões e ai te questiono se vale a pena procurar por um profundidade desconhecida?
Se vale a pena colocar em causa tudo o que construímos por uma busca sem fim?
A insuficiência deste novo ser , já não dá validade a nada.
A verdade desvaneceu, como o vento faz desvanecer as folhas nas árvores . Mas estas são fortes...
E nós somos?

Por entre o cimento branco, 22/3/010