Um respirar ofegante perdeu-se , como que se o vento o tivesse levado para bem longe.
E caminhei sem saber o caminho, sem saber sequer o destino, sem nada para me guiar para longe da tempestade , abrigando-me naqueles pequenos consolos que se cruzavam comigo no caminho .
Cada passo , nesta (nossa) estrada, é uma pequena batalha pela felicidade , mas a maior de todas ainda vai demorar a chegar, não (me) garantes um escudo suficientemente forte para que um tufão não me derrube , fico demasiado frágil do teu lado, mas não me vou deixar cair.
Vou ficar perto das minhas barreiras que me protegem bem ou mal de algo que me magoe.
É preciso muito mais e isso é uma certeza sem vírgula.
domingo, 21 de março de 2010
Miragem.
Abracei-te e senti no olfacto o cruzamento dos nossos perfumes com o odor da brisa do mar, de perto ouvia o rebentar das ondas, mas isso já não me acalmava como das outras vezes .
O meu refúgio, já não me limpava as lágrimas, estava presa nas revelações recentes, não percebes-te mas procurei no teu olhar algo a que me agarrar,algo que me solta-se daquele encurralamento em que me encontrava, naquele momento.
Custa-me pensar que vivo numa miragem , que se calhar tudo o que julgo existir faz apenas parte de mais um pensamento na minha imaginação, não existe ligação à realidade, e de dois lados só um existe realmente o outro é apenas uma ilusão.
As palavras que debochas não fazem mais sentido agora .
É tudo vírgulas de mais textos , cheios de frases com pontos em que não se fazem parágrafos.
O meu refúgio, já não me limpava as lágrimas, estava presa nas revelações recentes, não percebes-te mas procurei no teu olhar algo a que me agarrar,algo que me solta-se daquele encurralamento em que me encontrava, naquele momento.
Custa-me pensar que vivo numa miragem , que se calhar tudo o que julgo existir faz apenas parte de mais um pensamento na minha imaginação, não existe ligação à realidade, e de dois lados só um existe realmente o outro é apenas uma ilusão.
As palavras que debochas não fazem mais sentido agora .
É tudo vírgulas de mais textos , cheios de frases com pontos em que não se fazem parágrafos.
Balancear.
Agora é a tua vez, não creias que sabes e que (me) terás sempre para te levantar da areia, quando o peso do teu corpo é mais forte do que tu .
Enganas-te se pensas que assim será, sim estarei sempre do teu lado , até porque o teu valer teu uma forma diferente, daquela que possas imaginas ou julgas ver.
Na verdade essa forma sempre lá esteve , e não se perdeu , está um pouco diferente, mas permanecesse com a sua base inicial e é essa que prezo e sempre terei em conta em tudo.
Guardei as palavras e o rancor, estão só trancadas por momentos , porque um dia encontrarás a chave que as vai soltar deste baú. Não será bonito de se ver, nem ouvir, mas será necessário . Como que se fosse uma ponte que une mais uma vez os dois lados , nos os dois , ou que os separa... Mas isso deixo nas tuas mãos , gosto que sintas alguma responsabilidade em manter esta "chama" acesa , pois por vezes sinto-a como se me pertencesse apenas a mim. E não, não gosto disso.
A insegurança que se solta por entre os lábios fechados , faz-me balancear por entre as memórias , tentando coloca-las numa categoria de "verdadeiro ou falso" e não sei acho que simplesmente não é do (teu) direito deixares tudo numa corda bamba.
Este balancear entristece-me ...
Já esteve mais longe não já ?
Enganas-te se pensas que assim será, sim estarei sempre do teu lado , até porque o teu valer teu uma forma diferente, daquela que possas imaginas ou julgas ver.
Na verdade essa forma sempre lá esteve , e não se perdeu , está um pouco diferente, mas permanecesse com a sua base inicial e é essa que prezo e sempre terei em conta em tudo.
Guardei as palavras e o rancor, estão só trancadas por momentos , porque um dia encontrarás a chave que as vai soltar deste baú. Não será bonito de se ver, nem ouvir, mas será necessário . Como que se fosse uma ponte que une mais uma vez os dois lados , nos os dois , ou que os separa... Mas isso deixo nas tuas mãos , gosto que sintas alguma responsabilidade em manter esta "chama" acesa , pois por vezes sinto-a como se me pertencesse apenas a mim. E não, não gosto disso.
A insegurança que se solta por entre os lábios fechados , faz-me balancear por entre as memórias , tentando coloca-las numa categoria de "verdadeiro ou falso" e não sei acho que simplesmente não é do (teu) direito deixares tudo numa corda bamba.
Este balancear entristece-me ...
Já esteve mais longe não já ?
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