Tentei iniciar um novo capítulo , onde não estivesses lá ou pelo menos deixasses de ser o protagonista , em que pelo menos desta vez todo o rolo da história girasse longe de ti.
E enquanto pensava como fazer isso , não vi o tempo passar, não dei por mim a adormecer e a voltar a dar-te o papel principal , voltar a (escre)ver a mesma história, voltar a "pintar" a mesma paisagem, quando acordei percebi que tinha tornado a sonhar o mesmo sonho.
E não compreendo, porque continuo a deixar que a história se repita, se já conheço todos os capítulos , se encontro sempre os mesmo personagens e sei o final.
Perco a vontade de escrever sempre que início uma linha em que (tu) apareces , como uma forma de castigar-me por estares em mim, por não conseguir desprender o nó do fio condutor, não o consigo cortar , se ao menos conseguísse esquece-lo , eu acho que nem dás pela existência dele , e tento que tudo isso se torne indiferente .
Mas não é(s) indiferente, as palavras não foram só um mermúrio que o vento levou, foram muito mais , foram a música que agora , oiço repetir em mim, e por mais que as notas e os tons mudem oiço-a sempre da mesma forma, encanto-me mais uma vez, e arrependo-me mais uma vez por deixar que tudo isto se tornasse possível!
Estou a gritar , mas é apenas a tua voz que oiço , tudo o resto se tornou mudo , inexistente , e tudo isso que me faz (não) conseguir odiar-te!
Tenho a mão dormente por tua causa , por tremer enquanto escrevo , por chorar enquanto deixo as linhas serem lembranças das tuas palavras .
sábado, 23 de maio de 2009
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Um grito mudo brota de um coração apunhalado pelo sentimento. Na escrita encontramos uma maravilhosa forma de expressão, deixamos essas palavras embebidas em dor sair de nós e, assim, transmitir-se nas letras do desabafo. Beijos...
ResponderEliminarA vida não será sempre feita de palavras embebidas de mágoa. Um trilho agora, um caminho amanhã.