quinta-feira, 21 de maio de 2009

Fuga.

Anseie por ela, até que consegui finalmente , o plano estava feito e agora era só seguir as regras .
Comecei e a pouco e pouco, vi-a surtir efeito .
Estava livre , livre em mim , no ar , este conjunto de gases que antes me deixavam respirar, agora pareciam fazer o meu corpo ser invadido por veneno, estava cada vez mais infestada por ele, desde os pés até à extremidade do mais longo cabelo .
Os olhos ardem , porque com lágrimas vem este veneno , que me queima da forma mais cruel e corroí, que me faz debruçar-me perante ele e só ele , como se fosse um rei , e eu uma escrava, sem liberdade para escolher, sem força para lutar contra ele , pela minha vontade , pelo meu querer.
E não , não sei se valerá a pena este rastejo , o antídoto está bem longe de mim , eu sei, eu sinto-o, o peso que carrego é demasiado para caminhar (para ele)!
Ou será que é um sonho? O arrependimento não tem cura.
Apenas deixa um rasto cruel que tentamos corrigir ou apagar, mas vejo a minha borracha demasiado gasta para fazer alguma das coisas, talvez risque por cima, mas a marca estará sempre lá, sempre a borrar a folha, como se fosse uma nódoa em cetim .
E tudo isto , toda esta história foi apenas mais um rascunho que não chegará tão cedo a ser um livro.
No fim de tudo, o sonho está , mas eu não estou por ele !
O Bocejar já não (me) acalma , já não (te) lei-o enquanto sonho!

1 comentário:

  1. Desta vez serão breves palavras...

    Num relampejar de pensamentos, sentes a necessidade, expressão é aquela que te ajuda a transmitir aquilo que sentes. Bjs...

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