segunda-feira, 11 de maio de 2009

Casulo.

Como a pequena borboleta que quer rasgar o casulo , eu fico aqui à espera que alguém me diga como fazer o mesmo ao meu...
Este, que me prende e não deixa ver as flores, não deixa sentir o ar bater nas assas por estrear.
Esperneio nesta espécie de vácuo no universo e tento afastar de mim esta pele, esta membrana que me separa do resta da vida.
Rasgão demasiado grande, demasiado violento agora o chão arranho uma das assas, não consigo voar.
Peço-te vento, embala-me em ti.

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