domingo, 14 de junho de 2009

Calor.

Parece que me assombra este bafo quente, o sono é levado para longe, e lua torna-se no sol que ilumina a noite, sinto as gotas de suor que não vejo percorrer-me , o corpo arde , o ar deixa-me ainda mais vulnerável a tudo o que me rodeia e estou ainda mais desperta e necessitada da estabilidade que agora fugi-o de mim .
Revolta-me não ter o poder de me fazer adormecer .
A mão escreve o que lhe mando mas já não tenho a liberdade, a força de mandar em mim, perdi o controlo nas minhas próprias palavras, conjugo verbos sem saber o sujeito, escrevo fins desconhecendo princípios!
Mas é bom, poder ter a insignificância de um grão de areia numa duna, e a importância de uma gota de água num deserto!Fujo de tudo, o tempo continua a correr, mas não quero saber, não consigo parar é tudo desejável de mais!
Enquanto ando o passo queria uma velocidade de movimento em que encontro a brisa que esperava de forma ofegante.
Tudo em excesso se foi, extracto de nada, sou novamente eu!

12\06\09

1 comentário:

  1. Calor, calor...
    Brisa refrescante que passa pelos corpos, adoramos. É brisa de verão.

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