sexta-feira, 19 de junho de 2009

Máscara.

Às vezes ponho-a , é feita de um metal forte impenetrável , mas esqueço-me de que só cobre a cara , que todo o resto do corpo fica vulnerável , vulnerável à poeira do ar , a sujidade que penetra o meio , à poluição que ocupa o espaço.
A mascara protege a face , mas o resto do corpo continua a asfixiar-se , não estou cega mas não vejo o mundo , não estou muda , mas fiquei surda !
A irritabilidade é pouca , já nem as pernas pareçem querer reagir aos constantes atentados das pedras a perfurar-me a pele !
Tiro a mascara ou oculto o mundo ?

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